Bienal do Livro: modo de usar
Sábado, Abril 10, 2010
Hoje o Jornal O POVO publicou uma breve opinião minha sobre a Bienal Internacional do Livro do Ceará, que eu reproduzo com exclusividade para os leitores do meu blog:
Bienal do Livro: modo de usar
Socorro Acioli
``Quando penso em todos os livros que ainda posso ler, tenho a certeza de ainda ser feliz.`` Jules Renard
Começa em Fortaleza a festa do livro. Aquela que deveria acontecer todos os dias, mas é bienal. É tempo de calçar um sapato confortável e percorrer o labirinto de livros construído no Centro de Convenções, esse entre-lugar onde tudo pode existir.
Nosso Fio de Ariadne é a programação oficial divulgada pela Secretaria de Cultura. Vale a pena ler antes de ir. Sugiro fortemente o show do Grupo Infantil Palavra Cantada, as palestras de Heloísa Buarque de Hollanda, Lira Neto, Pedro Bandeira, Marina Colasanti, Ana Miranda, Maurício de Souza e os eventos sobre Rachel de Queiroz, a dona da casa. Essa é, certamente, uma das Bienais mais democráticas. Mil vivas para a entrada gratuita.
Como um evento de grande porte voltado ao incentivo da leitura, um dos pontos mais importantes é a participação das crianças de forma orientada. Consumo consciente também se aplica nesse caso.
Para explicar de forma um pouco Lobatiana, existem os livros-chiclete e os livros-vitamina. O livro-chiclete dura pouco, não alimenta e é cuspido em seguida. O livro-vitamina engorda a imaginação, faz crescer a visão de mundo e seus efeitos são para sempre. Assim sendo, melhor comprar um bom livro de vinte reais do que vinte de um real. Melhor ainda é levar a criança para assistir a palestra de um dos autores de literatura infantil que estarão na feira & como Maurício de Souza, Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Marina Colasanti, Ziraldo, Ana Miranda ou um autor cearense - e pedir o autógrafo depois.
Enfim, a Bienal é nossa. É um evento público e somos parte dela. Sairemos do labirinto muito melhor do que entramos, se permitirmos que esse mar de palavras atravesse nosso espírito de forma irreversível.
Socorro Acioli - Escritora e doutoranda em Estudos de Literatura pela Universidade Federal Fluminense
Escrito porSocorro Acioli às 9:53 AM
Marcadores: Bienal
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