Academy Awards 2010 - Oscar, para os íntimos


Enfim, consegui ver os dez indicados ao Oscar de Melhor Filme de 2010. Como os mesmos dez estão espalhados pelas principais categorias, isso me dará boas condições de torcida amanhã.

Eu gosto da festa do Oscar. Acho divertido. Comprei meus biscoitos especiais de chocolate e vou assistir até a hora em que o sono deixar - torcendo para que a Academia mude a festa para o sábado algum dia. Infelizmente não tenho tempo de fazer um comentário mais longo sobre cada filme, com detalhes, mas tentarei uma revisão apressadinha da lista completa, com foco no roteiro:


Avatar - Belíssimo filme, péssimo roteiro. Dez anos cuidando de detalhes técnicos e deixando a parte mais importante em segundo plano. Iracema, Pocahontas... uma salada de clichês que torna o filme absolutamente previsível. Logo no começo eu saquei o desenrolar óbvio do enredo. A qualidade técnica, isso sim, é impecável. Em tempos de pirataria e LCD, é importante premiar um filme que recupera a mágica de ir ao cinema e viver uma experiência de arrebatamento e isso a Academia certamente irá considerar. Minha esperança é que a segunda parte, com a história dos Na´vi, seja mais interessante.


Amor sem escalas - Um filme supervalorizado, só quem está nos bastidores deve saber porque. Não gostei, como já comentei em um post anterior.


Bastardos Inglórios - Sr. Tarantino, eu te louvo de joelhos. QUE FILME! Só um mestre é capaz de transformar um copo de leite no elemento de tensão mais forte de um roteiro. Christoph Waltz arrasa e deve ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Que diálogos, Sr. Tarantino! Humildemente, reconheço que não tenho bagagem para fazer uma crítica apropriada desse filme. As referências históricas ao cinema são belíssimas. Sr. Diretor, eu repito: te louvo de joelhos. E gostaria muito que Bastardos ganhasse o Oscar de Melhor Roteiro Original.


Distrito 9 - Digamos que ele começa bem, melhora muito e perde força no final. Pois é. Inúmeros elementos originais no enredo. Boas escolhas. Alguns escorregões. Nada demais nem de menos.


Educação - Já falei antes: é lindo, delicado, atuações perfeitas, roteiro excelente. Falaria melhor sobre ele se conhecesse o livro autobiográfico que deu origem ao roteiro. Comentei mais logo abaixo.


Guerra ao terror - Detestei. Roteiro de areia. Mas vai levar estatuetas, com certeza. Muita água rola debaixo da ponte - águas que não tem a ver com cinema... Eu sei que o filme está sendo aclamado, mas, honestamente, o roteiro poderia ter retirado muito mais daquele personagem. Não havia uma linha do tempo bem delineada e isso fez falta. Não consegui mergulhar. Entrou areia no meu olho.


Preciosa - uma história de esperança - Já falei sobre ele e a Mo´nique vai lever estatueta sim, porque ela merece. Lindíssimo. Pancada.


Um homem sério - Preciso de mais preparo para assistir e entender os Irmãos Coen, mas o roteiro é bem legal. Especialmente os diálogos. Dialogar em cinema é dificílimo, minha gente, vocês não tem noção. Cada cena e cada núcleo tem o seu encanto original. Divertido.


Um sonho possível - Vergonha alheia. Do pobrezinho do ator. Da Sandra Bullock. E do povo que está achando esse filme o máximo. Ok, é uma história real e o Big Mike é um vencedor. Mas senhores, aprendam a fazer um filme dramático baseado em uma história real vendo "Uma mente brilhante" cem vezes. Que filmezinho ruim! Eles nunca ouviram falar em conflito de trama. Não tem, tudo simplesmente vai dando certo. Deus ex machina impera do começo ao fim. Sessão da tarde e olhe lá.


Up - altas aventuras - Com o perdão do trocadilho, é um filme de altos e baixos. O comecinho, que conta a história de amor do dono da casa, é a coisa mais linda do mundo. Já firma o pacto entre espectador e o velhinho: Ok, senhor, vá embora mesmo que nós vamos juntos. Mas daí a coisa se perde um pouco com o antagonista - esse precisaria de um bocadinho mais de trabalho. No geral o filme é lindo, mas não é um roteiro perfeito.


Escrito porSocorro Acioli às 9:24 PM  

0 Barulhinho bom...:

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