Up in the air
Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010
Parei para ver "Up in the air" na maior expectativa. O tema parecia interessante e eu gostei de "Juno", outro filme do mesmo diretor, Jaison Reitman. Mas desse eu não gostei não. Primeiro porque meu foco de atenção é o roteiro e, ao menos para mim, esse funcionou de forma absolutamente previsível. Eu já sabia o que iria ou não iria acontecer. Outra coisa que me incomodou foram os clichês. Essa do casamento de um parente como forma de reunir a família e repensar a existência já cansou. Bem como o clichê do executivo solitário que dedica a vida ao trabalho e de repente se depara com uma jovem funcionária da mesma empresa que vê tudo de outra forma. Boring. Aliás, o final da relação profissional entre os dois é totalmente igual a do "Devil Wears Prada". Boring again.
O diretor é bom, sim. Ele consegue fazer umas cenas ótimas, como a do George Clooney passando apressado por um casal apaixonado que se reencontra no aeroporto, sem ver. Ele passa o tempo todo pelas pessoas sem enxergar nada. Faz parte do trabalho dele. George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick estão muito bem. O filme é bem feito. Mas não me surpreendeu, nem emocionou. E cinema, para mim, é surpresa e emoção. Tirando isso, fica só a técnica, que é ótima nesse filme, eu reconheço, o que lhe rendeu cinco indicações ao Oscar. Só espero que não ganhe por melhor roteiro adaptado. Seria uma lição equivocada para os jovens roteiristas.
Nota 8,0. 
Escrito porSocorro Acioli às 9:21 AM
Marcadores: Estudando roteiro, Oscar

Penso como você, Socorrinha, e quase me jogam pedras por isso. Mas, repito, estou com sua opinião.
Pois é, Afonso, eu não gostei desse Up in the air e ainda bem que não ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, apesar de ser o favorito. Precious foi uma grata surpresa!