Up in the air

Parei para ver "Up in the air" na maior expectativa. O tema parecia interessante e eu gostei de "Juno", outro filme do mesmo diretor, Jaison Reitman. Mas desse eu não gostei não. Primeiro porque meu foco de atenção é o roteiro e, ao menos para mim, esse funcionou de forma absolutamente previsível. Eu já sabia o que iria ou não iria acontecer. Outra coisa que me incomodou foram os clichês. Essa do casamento de um parente como forma de reunir a família e repensar a existência já cansou. Bem como o clichê do executivo solitário que dedica a vida ao trabalho e de repente se depara com uma jovem funcionária da mesma empresa que vê tudo de outra forma. Boring. Aliás, o final da relação profissional entre os dois é totalmente igual a do "Devil Wears Prada". Boring again.
O diretor é bom, sim. Ele consegue fazer umas cenas ótimas, como a do George Clooney passando apressado por um casal apaixonado que se reencontra no aeroporto, sem ver. Ele passa o tempo todo pelas pessoas sem enxergar nada. Faz parte do trabalho dele. George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick estão muito bem. O filme é bem feito. Mas não me surpreendeu, nem emocionou. E cinema, para mim, é surpresa e emoção. Tirando isso, fica só a técnica, que é ótima nesse filme, eu reconheço, o que lhe rendeu cinco indicações ao Oscar. Só espero que não ganhe por melhor roteiro adaptado. Seria uma lição equivocada para os jovens roteiristas.
Nota 8,0.




p.s! Os jurados discordam de mim. Esse filme já ganhou Globo de Ouro e Bafta de melhor roteiro. Continuo achando absurdo.

Escrito porSocorro Acioli às 9:21 AM  

2 Barulhinho bom...:

Afonso C. disse... 12:32 PM  

Penso como você, Socorrinha, e quase me jogam pedras por isso. Mas, repito, estou com sua opinião.

Socorro Acioli disse... 1:18 PM  

Pois é, Afonso, eu não gostei desse Up in the air e ainda bem que não ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, apesar de ser o favorito. Precious foi uma grata surpresa!

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