E Chico Buarque lê para nós
Terça-feira, Março 31, 2009
Chico Buarque acaba de lançar seu livro novo, Leite Derramado. Quem quiser ouvir o primeiro capítulo na voz do próprio Chico, clique aqui.
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A máquina de Gabo descansa silente
Gabriel García Márquez não voltará a escrever, diz agente literária
No mês passado, durante a Feira do Livro de Guadalajara, escritor chegou a declarar que "escrever livros dá trabalho"
Da Agência EFE
A agente literária Carmen Balcells, uma das mais atuantes no meio literário de língua espanhola, previu o silêncio definitivo do escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982.
— Acho que García Márquez não voltará a escrever nunca mais — disse Carmen em entrevista ao jornal chileno La Tercera, na qual assegurou que o escritor representava 36,2 % do faturamento de sua agência literária.
O escritor Gerald Martin, autor da única biografia autorizada de García Márquez, concordou com a agente literária:
— Eu também acho que (García Márquez) não escreverá mais livros, mas isso não me parece lamentável. Como escritor, foi seu destino ter uma trajetória literária totalmente coerente.
No mês passado, durante a Feira do Livro de Guadalajara, no México, o autor de "Cem Anos de Solidão" chegou a declarar que "escrever livros dá trabalho". Segundo Martin, García Márquez tem alguns livros completos guardados, mas ainda não decidiu se vai ou não publicá-los.
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Marcadores: Gabriel García Márquez
Primeiras impressões
A Feira de Livros Infantis de Bologna é adrenalina na veia. Precisei fazer um exercício constante de foco e concentração para não me perder naqueles corredores multiculturais e aprender o máximo possível. Lá estavam as principais editoras e agências literárias do mundo, todos especializados em livro infantil. Eu vivi essa sensação pela primeira vez em na Feira de Frankfurt e nunca esqueci.
Tentem entender minha sensação de júbilo: passei quatro dias em um lugar onde as pessoas respeitam e valorizam muito o livro infanto juvenil. Muito. Centenas de grandes negócios são realizados ali a cada hora. A feira foi uma lufada de ar fresco nas minhas esperanças. Até porque fiz bons contatos, tive uma reunião interessantíssima com minha agência literária da Itália, tracei metas e voltei com muito mais estímulo para trabalhar.
Lá eu reencontrei Ana Maria Machado e Maurício de Souza. Eles vão todos os anos. É assim que o trabalho deles é divulgado e traduzido, com esse esforço anual de passar quatro dias fazendo negócios.
Revi grandes amigos do Brasil, saímos, jantamos, passeamos, conversamos.
Os frutos dessa viagem, para mim, surgirão aos poucos.
Tenho muita coisa pra contar sobre as cidades que visitei (Milão, Verona, Pádova e Bologna), as comidas, os encontros. Em breve, com fotos! E por falar em foto, essa aí de cima é da Renata Nakano.
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Marcadores: Feira de Bologna
Ciao, leitores!
Estarei em casa logo, logo para escrever sobre a viagem.
Por enquanto, leiam a matéria que escrevi sobre a Feira, publicada no jornal O POVO.
Arrivederci!
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Feira do Livro de Bologna
Segunda-feira, Março 23, 2009

Em breve escreverei mais detalhes sobre a feira, os autores, as editoras, as novidades.
Claro, também escreverei sobre o tiramisu, o pesto, os queijos, o hotel, o frio maravilhoso, a
cidade linda e o prosseco. E sobre meus progressos parlando italiano.
Sinto-me em casa na Itàlia, terra dos Acciaolli.
Arrivederci!
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Marcadores: Feira de Bologna
Mala vermelha em ação
Sexta-feira, Março 20, 2009
Malas prontas. Estou de saída para uma viagem à trabalho, na Europa. Se for possível, postarei algumas notícias nos próximos dias. Se não, eu conto tudo na volta, com fotos, detalhes, emoções, do jeito que vocês já conhecem.
Por enquanto só posso dizer que essa viagem certamente será um salto profissional importante na minha carreira. Espero vocês por aqui quando voltar. Mil beijos!
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Marcadores: Eu e minhas malas
Cartão de visitas
Segunda-feira, Março 16, 2009
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A Rendeira Borralheira
Sexta-feira, Março 13, 2009
Previsão de lançamento: julho de 2009
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Marcadores: Processo de criação
Livro novo!
Quarta-feira, Março 11, 2009
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Marcadores: Processo de criação
Sarah Kay
Quinta-feira, Março 05, 2009
p.s! Nota adicional: a Sarah Kay é australiana, detesta aparecer e nunca concede entrevistas. Sabe-se muito pouco sobre ela.
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Marcadores: Inspiração
Monotemática
Terça-feira, Março 03, 2009
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Marcadores: Processo de criação
Águas de março
Segunda-feira, Março 02, 2009
Folhinha de fevereiro virada. Ando dividindo minhas promessas de ano novo em compromissos de mês novo, por isso meu calendário de mesa está cheio de marcações para o mês de março.
Porque caindo do céu, por aqui, só mesmo as Águas de Março. Meus objetivos eu consigo com muito esforço e uma tentativa de organização e disciplina que ainda está muito aquém do que eu gostaria.
Fiquei imensamente feliz com as mensagens de parabéns pela minha aprovação no Diploma de Espanhol. Ficar contente com a vitória dos outros denota um coração de ouro. Muchas gracias a todos.
Março começou e está me chamando para trabalhar. Só posso adiantar uma coisa: o mês será animado para os leitores desse blog. Aguardem surpresas!
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Marcadores: Processo de criação, Querido diário
Dicionário
Domingo, Março 01, 2009
Escrevi para minha professora de Espanhol pedindo a indicação de um bom dicionário. Bom não, excelente. Eu uso o Señas, mas acho que agora preciso de um material avançado para trabalhar com tradução. Vejam a crônica linda que ela mandou como resposta:
La mujer que escribió un diccionario
GABRIEL GARCIA MARQUEZ
EL PAÍS, Opinión - 10-02-1981
Hace tres semanas, de paso por Madrid, quise visitar a María Moliner. Encontrarla no fue tan fácil como yo suponía: algunas personas que debían saberlo ignoraban quién era, y no faltó quien la confundiera con una célebre estrella de cine. Por fin logré un contacto con su hijo menor, que es ingeniero industrial en Barcelona, y él me hizo saber que no era posible visitar a su madre por sus quebrantos de salud. Pensé que era una crisis momentánea y que tal vez pudiera verla en un viaje futuro a Madrid. Pero la semana pasada, cuando ya me encontraba en Bogotá, me llamaron por teléfono para darme la mala noticia de que María Moliner había muerto. Yo me sentí como si hubiera perdido a alguien que sin saberlo había trabajado para mí durante muchos años.
María Moliner -para decirlo del modo más corto- hizo una proeza con muy pocos precedentes: escribió sola, en su casa, con su propia mano, el diccionario más completo, más útil, más acucioso y más divertido de la lengua castellana. Se llama Diccionario de uso del español, tiene dos tomos de casi 3.000 páginas en total, que pesan tres kilos, y viene a ser, en consecuencia, más de dos veces más largo que el de la Real Academia de la Lengua, y -a mi juicio- más de dos veces mejor.
María Moliner lo escribió en las horas que le dejaba libre su empleo de bibliotecaria, y el que ella consideraba su verdadero oficio: remendar calcetines. Uno de sus hijos, a quien le preguntaron hace poco cuántos hermanos tenía, contestó: «Dos varones, una hembra y el diccionario». Hay que saber cómo fue escrita la obra para entender cuánta verdad implica esa respuesta.
María Moliner nació en Paniza, un pueblo de Aragón, en 1900. O, como ella decía con mucha propiedad: « En el año cero". De modo que al morir había cumplido los ochenta años. Estudió Filosofía y Letras en Zaragoza y obtuvo, mediante concurso, su ingreso al Cuerpo de Archiveros y Bibliotecarios de España. Se casó con don Fernando Ramón y Ferrando, un prestigioso profesor universitario que enseñaba en Salamanca una ciencia rara: base física de la mente humana.
María Moliner crió a sus hijos como toda una madre española, con mano firme y dándoles de comer demasiado, aun en los duros años de la guerra civil, en que no habla mucho que comer. El mayor se hizo médico investigador, el segundo se hizo arquitecto y la hija se hizo maestra. Sólo cuando el menor empezó la carrera de ingeniero industrial, María Moliner sintió que le sobraba demasiado tiempo después de sus cinco horas de bibliotecaria, y decidió ocuparlo escribiendo un diccionario. La idea le vino del Learner's Dictionary, con el cual aprendió el inglés. Es un diccionario de uso; es decir, que no sólo dice lo que significan las palabras, sino que indica también cómo se usan, y se incluyen otras con las que pueden reemplazarse. «Es un diccionario para escritores», dijo María Moliner una vez, hablan do del suyo, y lo dijo con mucha razón.
En el diccionario de la Real Academia de la Lengua, en cambio, las palabras son admitidas cuando ya están a punto de morir, gastadas por el uso, y sus definiciones rígidas parecen colgadas de un clavo. Fue contra ese criterio de embalsamadores que María Moliner se sentó a escribir su diccionario en 1951. Calculó que lo terminaría en dos años, y cuando llevaba diez todavía andaba por la mitad. «Siempre le faltaban dos años para terminar», me dijo su hijo menor.
Al principio le dedicaba dos o tres horas diarias, pero a medida que los hijos se casaban y se iban de la casa le quedaba más tiempo disponible, hasta que llegó a trabajar diez horas al día, además de las cinco de la biblioteca. En 1967 -presionada sobre todo por la Editorial Gredos, que la esperaba desde hacía cinco años- dio el diccionario por terminado. Pero siguió haciendo fichas, y en el momento de morir tenía varios metros de palabras nuevas que esperaba ver incluidas en las futuras ediciones.
En realidad, lo que esa mujer de fábula había emprendido era una carrera de velocidad y resistencia contra la vida. Su hijo Pedro me ha contado cómo trabajaba. Dice que un día se levantó a las cinco de la mañana, dividió una cuartilla en cuatro partes iguales y se puso a escribir fichas de palabras sin más preparativos. Sus únicas herramientas de trabajo eran dos atriles y una máquina de escribir portátil, que sobrevivió a la escritura del diccionario. Primero trabajó en la mesita de centro de la sala. Después, cuando se sintió naufragar entre libros y notas, se sirvió de un tablero apoyado sobre el respaldar de dos sillas. Su marido fingía una impavidez de sabio, pero a veces medía a escondidas las gavillas de fichas con una cinta métrica, y les mandaba noticias a sus hijos.
En una ocasión les contó que el diccionario iba ya por la última letra, pero tres meses después les contó, con las ilusiones perdidas, que había vuelto a la primera. Era natural, porque María Moliner tenía un método infinito: pretendía agarrar al vuelo todas las palabras de la vida. «Sobre todo las que encuentro en los periódicos», dijo en una entrevista. «Porque allí viene el idioma vivo, el que se está usando, las palabras que tienen que inventarse al momento por necesidad». Sólo hizo una excepción: las mal llamadas malas palabras, que son muchas y tal vez las más usadas en la España de todos los tiempos. Es el defecto mayor de su diccionario, y María Moliner vivió bastante para comprenderlo, pero no lo suficiente para corregirlo.
Pasó sus últimos años en un apartamento del norte de Madrid, con una terraza grande, donde tenía muchos tiestos de flores, que regaba con tanto amor como si fueran palabras cautivas. Le complacían las noticias de que su diccionario había vendido más de 10.000 copias, en dos ediciones, que cumplía el propósito que ella se había impuesto y que algunos académicos de la lengua lo consultaban en público sin ruborizarse. A veces le llegaba un periodista desperdigado. A uno que Ie preguntó por qué no contestaba las numerosas cartas que recibía le contestó con más frescura que la de sus flores: «Porque soy muy perezosa».
En 1972 fue la primera mujer cuya candidatura se presentó en la Academia de la Lengua, pero los muy señores académicos no se atrevieron a romper su venerable tradición machista. Sólo se atrevieron hace dos años, y aceptaron entonces la primera mujer, pero no fue María Moliner. Ella se alegró cuando lo supo, porque le aterrorizaba la idea de pronunciar el discurso de admisión. «¿Qué podía decir yo », dijo entonces, «si en toda mi vida no he hecho más que coser calcetines?».
Escrito porSocorro Acioli às 3:08 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem
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