Muffin de Baton Garoto

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Minha casa vive cheia de crianças. A meninada do prédio adora vir pra cá brincar com a Borboletinha, uma companheira sempre alegre e criativa, cheia de idéias para novas brincadeiras. Algumas meninas chegam de manhã, almoçam, lancham, ficam pro jantar e às vezes, para dormir. As mães adoram porque as crianças comem super bem e voltam para casa elogiando minha comida. E eu também adoro quando preciso preparar lanches em escala industrial para alimentar a turma. É minha desculpa para deixar o trabalho e cozinhar.
Aqui em casa temos uma regra: só se come chocolate no final de semana. No sábado passado eu aproveitei o Chocolate Free Day e fiz um bolinho que levou as meninas à loucura: Muffin de Baton Garoto.

A receita original chama-se Choc Chip Muffin e aprendi com a minha adorada Nigella. O vídeo em que ela faz os muffins você pode assistir clicando aqui. A Nigella já começa dizendo que não há nada mais relaxante que cozinhar e eu concordo com minha musa.
A única diferença da receita dela para a minha é que eu não encontro chocolate chip - ou gotas de chocolate - aqui em Fortaleza. Eu também não gosto de picar pedaços irregulares de chocolate, acho feio. Resolvi o problema fatiando Batom Garoto. Assim consegui rodelinhas redondas e bonitinhas para dar o toque final nos muffins. Eis a receita:



Secos:


1 e 3/4 de xícara de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de sopa de chocolate ou cacau em pó
3/4 de xícara de açucar mascavo ou demerara
3/4 xícara de pedacinhos de chocolate mais 1/4 para decorar (cerca de 10 Batons Garoto)



Molhados:



1 xícara de leite
1/3 de xícara de óleo (eu uso canola ou algodão)
1 ovo
1 colher de chá de extrato de baunilha ( eu uso meu extrato caseiro, feito por mim com favas de baunilha de Madagascar)



O método de fazer muffins é o rápido e incrível "secos e molhados". Você só precisa de dois recipientes de vidro, um copo medidor, uma peneira e colheres. Em um recipiente, peneire e misture os secos. Acrescente os chocolates e deixe-os bem enfarinhados. No outro recipiente você mistura os molhados. Bate um bocadinho. Depois joga os molhados nos secos. Mistura com uma colher, só até incorporar.
Coloque forminhas de papel em uma forma própria para muffins, que você pode comprar em casas especializadas ou no Barradoce, onde acabei de encomendar uma forma nova. Encha, leva ao forno pré-aquecido e faça o teste do palito. Em 25 minutos está pronto. Enquanto assa, você lava a pouquíssima louça que sujou e na hora de comer nem vai parecer que aconteceu nada na cozinha. Você pode até inventar que foi mágica. Pode ser mais delicioso?

Desconfio que a população de crianças nessa casa tende a aumentar drasticamente...











Escrito porSocorro Acioli às 10:55 AM 3 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Carmem achocalla


Quando o porteiro avisou que tinha uma encomenda para mim na portaria ontem à noite eu nunca imaginei que ganharia uma surpresa tão cheia de carinho e significado. O presente era uma bolsa Carmen achocalla La Reina Madre, criação da minha querida Denize Barros, feita com aguayo boliviano de mi corazón.

A história é longa: conheci a Denize em 2003, em uma lista de discussão sobre parto normal na internet . Perdemos o contato, mas nos reencontramos em 2006, quando descobri as bolsas fantásticas que ela estava criando, expondo e vendendo no blog La Reina Madre ( se você ainda não conhece para tudo e clica agora!)

Acho que a Denize nem imagina como foi importante reencontrá-la naquele momento. Eu estava tomando a decisão de pedir demissão da editora onde eu trabalhava e viver de literatura. Aí chega a Denize: artista, criativa, organizada, objetiva, mãe e vegetariana como eu, fazendo o que gosta e vivendo super bem com sua opção. Conversávamos muito sobre a opção de ter uma profissão livre e trabalhar com a criatividade. Eu nunca esqueço do dia em que ela me disse que iria parar o trabalho um instantinho para tomar café com torta de maçã. Foi a imagem do que eu queria para minha vida: um trabalho feliz, cercado de cores, com parada pro lanche na hora em que eu bem entender.

Um pouco antes disso tudo conheci a Cláudia, minha querida Clôcita, que ainda morava em Brasília. Indiquei o La Reina Madre e ela caiu de amores, virou fã do reino e amiga da rainha. Hoje a Cláudia é fornecedora dos aguayos bolivianos que usa para fazer suas bolsas deslumbrantes .

Em agosto, quando estive na Bolívia, fui com ela na Calle Linares escolher e comprar aguayos para Denize. Há pouco tempo as duas se encontraram, Cláudia entregou os aguayos e elas bolaram um plano para me mandar essa bolsa como presente surpresa. E aqui estou eu, emocionada, feliz e tão grata por fazer parte desse elo.

Vou usar essa bolsa como amuleto da sorte. Guardarei dentro dela, para sempre, a lembrança do carinho de vocês duas e da nossa amizade. Muito obrigada. Pela inspiração, pelo dengo, pela surpresa e por deixar minha vida com sabor de torta de maçã.

Escrito porSocorro Acioli às 1:14 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Notícias em gotas



- Assumi a cozinha da casa totalmente. Se o blog começar a ter cheiro de bolo assando, não estranhem. Postar mais receitas e fotos de comida é meu caminho natural.

- Além de gostar de cozinhar eu adoro pesquisar sobre alimentação. Foi no meio dessas buscas que descobri o Crianças na Cozinha, site da Pat Feldman que você pode conhecer clicando aqui. Vale a pena, mesmo para quem não tem crianças. Além de postar receitas, ela conversa sobre diversos aspectos relacionados à qualidade da nossa alimentação. Indico fortemente! Mas lembrando: a Pat não é vegetariana.

- Nosso Caramelo vai super bem. A máquina está cheia de fotos dele, principalmente dormindo. Os cuidados com o gatinho já fazem parte da minha rotina e estamos vivendo em harmonia. Só não gostei do fato dele ter cavado o meu jarro de manjericão, preciso resolver como evitar isso.
- Recebi o PDF do livro novo, "A bailarina fantasma". Está lindíssimo! Se a editora autorizar, publicarei a capa aqui nos próximos dias.

- 2010 vai ser um ano de vários lançamentos! Mas para isso preciso trabalhar muito e blogar pouco em 2009... São as escolhas da vida, mas prometo que valerão a pena.

Escrito porSocorro Acioli às 9:12 AM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Novembro

E Novembro chegou, no mesmo dia em que a internet foi embora. O nosso roteador parou de funcionar de repente e agora não tenho mais acesso no meu escritório. Não estou achando ruim, para ser bem honesta. Pode ter sido coisa do destino. Parei de perder tempo no Twitter, Orkut, Facebook, tenho sido mais objetiva nos e-mails e mal leio mais os meus blogs favoritos.
O resultado é um fantástico rendimento no trabalho. Impressionante. Por isso decidi ficar sem internet no computador por um tempo, até que eu termine as traduções e os textos que preciso entregar até o final do mês. (Meus editores agradecem. Talvez eles até tenham alguma ligação com a morte do roteador.)
Logo voltarei ao ritmo normal de interação on-line, ao menos aqui no blog.
Quero mostrar para vocês o primeiro bolo de chocolate feito no fogão novo, as diversas formas de dormir do Caramelo e o pudim de côco que abriu oficialmente as comemorações dos meus 12 anos de casamento. Fotografei tudo e em breve voltarei aqui para contar.

Escrito porSocorro Acioli às 12:20 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Caramelo

Eis o Caramelo, no primeiro dia aqui em casa, todo manhoso no colo de sua doninha. Olhe bem a foto e faça um exercício de imaginação: pense em um celular guardado dentro de uma bolsa de pelúcia. Toque a bolsa pelo lado de fora. O celular começa a vibrar no modo silencioso. Sentiu a tremedeira, ouviu o barulhinho? Pois é assim que o Caramelo fica quando ganha carinho. O nome disso é ronronar e foi ele quem me ensinou, dentre tantas outras coisas.
Aprendi, por exemplo, que pedir carinho é a forma mais fácil de conviver com quem se ama. Pedir de verdade, sem rodeios, sem transformar esse pedido de atenção em coisas mais complicadas.
Aprendi também que é preciso sempre deixar claro os própios limites para que os outros não nos machuquem. Entendi que a gente só sofre quando permite que nos façam sofrer.
Caramelo, meu sábio gatinho amarelo... ainda tenho muito o que aprender com Vossa Ronronência.

Escrito porSocorro Acioli às 10:26 PM 7 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Mistério amarelo

Esse post deveria ser sobre o nosso gato, o Caramelo, que chegou aqui no sábado.
Minha intenção era publicar uma foto dele e um pequeno texto sobre como tem sido a presença do Caramelo na minha vida. Acontece que o Blogspot me avisou que eu não posso mais postar fotos. Talvez isso seja um recado para dar uma pausa aqui no blog. Ou encerrá-lo, começar outro, tudo de novo. Porque é mais ou menos isso que está acontecendo na minha vida: muita coisa está recomeçando. Vamos por partes: entrarei de férias por uma semana. Se acontecer algo importante, virei aqui contar. Estou no Twitter, por enquanto. Em breve eu conto o que decidi.

Escrito porSocorro Acioli às 9:10 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Chegou o Avarento


Recebi os exemplares do livro "O Avarento", minha adaptação para o clássico de Molière publicada pela Escala Educacional. Trabalho difícil de fazer e de grande responsabilidade. Foram duas transposições: do texto teatral para a prosa e de um texto adulto para uma linguagem apropriada ao público juvenil. Li o original em francês, várias traduções para o português e pesquisei um bocado. Foi duro. Cheguei a rezar para o Sr. Molière, pedindo juízo para conduzir bem essa missão. Gotinhas da genialidade dele seriam necessárias.
A idéia da coleção Recontar Juvenil é aproximar o autor clássico da juventude, apresentar os textos clássicos de forma adequada para que, no futuro, o leitor tenha interesse em ler o original.
A história é divertidíssima, com requintes de crueldade. Tudo acontece na casa do Sr. Harpagon, um viúvo que é cego para a família ao seu redor porque só pensa em proteger a própria fortuna. Enquanto isso, a filha está apaixonada pelo mordomo e o filho está de namoro com a moça com quem Harpagon pensa em casar. Uma confusão divertidíssima!
Para comprar, acesse o site da Escala Educacional.

Escrito porSocorro Acioli às 8:43 AM 6 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Um prato de afetos




A idéia do curry vegetariano foi da Clôzinha, minha mais que querida anfitriã em La Paz. Era parte do cardápio especial que ela criou para mim nos dias em que estive lá. Acordei no sábado passado decidida a reviver o curry. Combinaria perfeitamente com o arroz basmati que ganhei da Neda, quando estive em Cabo Verde.
Seria também a oportunidade ideal para finalmente inaugurar um tempero indiano que a Érika mandou da Índia quando estava coordenando a produção da novela da Glória Perez: o autêntico curry, picante e aromático.
Primeiro o arroz: refoguei uma xícara de arroz basmati no azeite extra virgem com dois dentinhos de alho, sal, um bom punhado de castanha de caju e uvas passas brancas, mais quatro colheres de sopa de côco ralado. Depois cozinhei com uma xícara de leite de côco e uma xícara de água. O cozimento é bem rápido.
Para o curry refoguei uma cebola inteira e um bocado de coentro cortado com tesoura (mania minha) no azeite de oliva extra virgem. Acrescentei duas colheres de sobremesa de curry indiano e vi meus temperos transformados em ouro. Foi então que chegaram para a festa uma xícara de grão de bico cozido, duas batatas inglesas, uma batata doce e uma berinjela, tudo cortado em cubos. Coloquei uma garrafinha de leite de côco e deixei todo mundo nadando na piscina dourada até que as batatas estivessem cozidas.
Comemos eu e meu amor, tomando vinho de Cabo Verde. E eu agradecendo por ter tantos amores perto de mim naquela mesa.

Escrito porSocorro Acioli às 8:08 AM 10 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Um gato na minha vida

Preciso contar: estou realmente analisando a possibilidade de adotar um gatinho. Ou dois. A decisão ainda não foi tomada porque preciso:

- Conversar com a homeopata sobre a nossa alergia, minha e da Borboletinha,
- Analisar os custos de castração, vermifugação e vacinas, além do gasto mensal com ração,
- Mandar telar o apartamento, pois só temos grades nas janelas e é perigoso pro gatinho,

e a etapa mais difícil

- Convencer o meu marido, que já criou gatos, adora gatos, mas está resistente à idéia.

Enfim, só vou adotar se tudo isso for resolvido. É muita responsabilidade assumir um animal de estimação. Mas aviso logo que tenho preferência por um branco com amarelo, igualzinho ao Biscoito, o gato lindo que está nas fotos logo abaixo.A Borboletinha está animada e já escolheu os nomes deles. Vamos com calma, passo a passo. Prometo contar aqui o andamento do projeto.

Escrito porSocorro Acioli às 11:10 AM 4 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Um índio na minha casa




Daniel Munduruku veio nos visitar sábado à noite. Ele vinha de Sobral, onde foi dar palestras e teria só algumas horinhas de descanso antes de pegar outro avião para Brasília.
Borboletinha não aguentou ficar acordada para rever o amigo, mas começou o domingo recebendo o Karú Tarú, livro novo do Daniel, autografado e com direito a abraço do "tio".
Comemos pizza, tomamos vinho e ouvimos Fagner, cantor preferido do Munduruku.
O cd escolhido foi "Orós", acervo do meu marido. Fagner não está dentre minhas predileções musicais, mas faço tudo para ver um amigo contente. Ainda mais quando é um amigo que, mesmo cansado e com sono, trocou seu tempo curto de descanso por uma noite boa conosco. O nome disso é carinho e, na minha terra, é a maior fortuna que se pode ter.


Escrito porSocorro Acioli às 9:26 PM 3 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Farol

Preciso agradecer, com atraso, a minha amiga virtual Vir Brandi, que me ajudou a mudar o visual do blog. Essa foto tem muito significado para mim. Posar ao lado do farol me diz muita coisa. Gracias, Vir! Você merece um presente!

Escrito porSocorro Acioli às 3:27 PM 4 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Os gatos

Eu nunca tinha chegado perto de um gato antes. Adoro cachorro, mas os felinos sempre foram incompreensíveis para mim. Eu tinha medo. Achava que eles pulariam na minha cabeça a qualquer momento e deslizariam com as garras no meu rosto. Imagino essa cena quando um gato me encara. É terrível esse negócio de encarar, eles precisam parar com isso. Em minha defesa, meu medo não era de graça: um gato já atacou meu pé. E eu não estava fazendo nada. Sentei na cama de uma amiga, ele estava debaixo da cama e resolveu voar para cima do meu pobre pé direito. Arranhou, mordeu, sei lá o que ele fez. Foi um ataque que gerou traumas.
O fato é que eu nunca imaginei que um dia abraçaria um gato, faria carinho e compreenderia o seu olhar. Mas aconteceu. Foi em Cabo Verde e com dois ao mesmo tempo: Blanquito e Biscoito, os gatos da Neda e do João. Confesso que com o Biscoito a paixão foi mais forte. O Blanquito me seguia pela casa e isso me deixava confusa. Mulheres são assim, gatinho, não é nada pessoal.
Ainda tenho problemas alérgicos com o pelo (tem acento?) deles, mas ficamos amigos. Voltei pra casa pensando em criar um gato. Meu marido achou que meu amor pelos gatos era um bom sinal (ele é psicólogo, estudou Jung e tem lá suas razões). Borboletinha disse que são as fotos mais legais da viagem.
Enfim, algumas imagens do ensaio fotográfico, intitulado: De quando amei um gato pela primeira vez.

Reparem na patinha do Blanquito na minha perna
(e reparem como a casa da Nedinha é linda e como é loirinho o Pilata do Talibe.)

Foi arrebatador. Biscoito se jogou na mala querendo vir comigo...

...segurou minhas sandálias para não me deixar sair


Conversamos muito e ele entendeu que sua casa era lá.



Ficou tudo bem na despedida. Eu acho.

Escrito porSocorro Acioli às 8:31 AM 17 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde... e agradeço

Hoje termino a série sobre Cabo Verde e é hora de agradecer:

Ao Ministério das Relações Exteriores e à Embaixada do Brasil em Praia, na pessoa da Embaixadora Maria Dulce, que tornou possível essa semana de trabalho em Cabo Verde,


A Marilene Pereira e Aparecida, do Centro Cultural Brasil Cabo Verde, que acolheram meu projeto e organizaram as minhas atividades,
(à Marilene agradeço também pelos bônus extra, como o meu encontro com o Arménio Vieira, as conversas sobre Mayra Andrade, Cesária Évora, Pantera, Luandino Vieira, Pepetela, Mia Couto e tantos registros de arte e afeto sobre Cabo Verde)



À Elaine, historiadora e pedagoga que trabalha no Centro Cultural, agradeço por ter me ajudado tanto na oficina de escrita. Sem o seu apoio o resultado não teria sido tão fantástico! Agradeço também por me guiar nos labirintos do Sucupira e me levar para comprar vestidos no melhor lugar do mercado.




A Neda, João e Pilata do Talibe, pelo carinho maior do mundo que tiveram comigo,




As três emissoras de TV de Cabo Verde, que divulgaram minhas atividades com longas matérias,

Ao meu marido querido, amado demais, que me incentiva tanto, vibra com meu sucesso e segura a onda em casa enquanto eu viajo e à minha Borboletinha, que se comportou muito bem na minha ausência,


E às crianças, pais, mães e professores que estiveram comigo nesses dias. Vocês, crianças, foram o brilho da festa!


Alguém escreveu nos comentários do meu álbum de Cabo Verde no Orkut que o meu trabalho é um privilégio. E é verdade. Não foi fácil (e acho que nunca será) assumir a opção de ser escritora profissional e viver disso. Mas as compensações são arrebatadoras. Acho que ainda vou precisar de um tempo para compreender a dimensão desse trabalho em Cabo Verde em mim. O que tenho a dizer sobre tudo isso virá, um dia, em forma de texto literário. Por hora o que faço, a todo instante, é agradecer a Deus por tudo isso.

De coração: muito obrigada!

Escrito porSocorro Acioli às 7:52 AM 10 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde - palestra para professores


No último dia de atividades em Cabo Verde, fui a escola 13 de janeiro, no Palmarejo, para conversar com um grupo de professores sobre literatura em sala de aula. Foi um encontro rápido, no intervalo de aula, mas deu pra render uma boa conversa. Li para eles o livro "O mistério da professora Julieta", fazendo uma ponte com o trabalho que eles desenvolvem com os alunos, as dificuldades, os problemas das crianças. Algumas professoras contaram histórias interessantes sobre como superaram dificuldades em sala. Eu sempre gosto de conversar com professores. E acho que é neles que está metade da chave para mudar a educação. A outra metade está na família.

Escrito porSocorro Acioli às 9:42 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Dia das crianças


“... e eu invento o que escrevo escrevendo para me
inventar e tudo me adormece porque tudo desperta a secreta
voz da infancia”.
Mia Couto

Escrito porSocorro Acioli às 10:47 AM 6 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Arménio Vieira - Prêmio Camões 2009


O escritor caboverdiano Arménio Vieira ganhou o Prêmio Camões em 2009, o mais importante da língua portuguesa. Fiquei curiosa para saber mais sobre ele. Comentei o assunto com a Marilene Pereira, diretora do Centro Cultural Brasil Cabo Verde e ela teve a delicadeza de entrar em contato e avisar que eu gostaria de conhecê-lo.

Foi um encontro corrido, entre uma palestra e outra. O local foi o Café Sofia, para onde Arménio vai todos os dias das 10h as 12h. Cheguei, sentei e observei a maneira peculiar como ele aproxima-se com palavras, lentamente, do seu interlocutor.

Dei dois livros meus de presente para ele. Em um deles, Arménio localizou uma palavra nordestina que o remeteu aos anos de sua infância em Cabo Verde. Porque as palavras tem o poder de construir pontes impossíveis.

Ainda não li nada dele. Rodei a cidade em busca de seus livros e não achei nenhum. Tudo esgotado depois do prêmio. Sigo curiosa.

O Carlos Alberto, do Diário da África, também encontrou o Arménio e escreveu sobre isso no seu blog. O texto dele é divertido e bem real, vale a pena ler.

O meu é só um registro afetivo do dia em que encontrei, pela segunda vez, um ganhador do Prêmio Camões. A primeira foi a Rachel de Queiroz.

Escrito porSocorro Acioli às 1:20 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde - Rei di bunito. Cheio di luz


Esse título em crioulo eu retirei da música "Seu", da Mayra Andrade. Combina com Cabo Verde.
Minha programação foi bem corrida, mas deu tempo de conhecer um pouco da Ilha de Santiago e de gostar da cidade da Praia. A ida ao mercado do Sucupira era obrigatória. Comprei tecidos, vestidos e o Jogo de Oril, tradicional de vários países da África. Agora é vício aqui em casa. Conheci as livrarias da cidade, com destaque para a Nhô Eugênio, que eu adorei. Fui também à Harmonia, principal loja de discos, ao café Sofia, alguns supermercados e um pouco pelo centro da cidade de Praia. O Ilhéu de Santa Maria, onde estão as ruínas de um antigo leprosário, foi o meu ponto de encanto maior.
Andamos pela praia do Quebra Canela, no calçadão que vai "do nada a lugar nenhum" como diz a Neda. No último dia fomos a Cidade Velha, a 15km de Praia, Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco. Essa foi a primeira cidade portuguesa na África e você pode saber mais sobre essa história
clicando aqui e também aqui. Logo acima da cidade há o Forte Real de São Filipe, onde vivi a experiência de entrar completamente sozinha e sentir de forma intensa a energia do lugar.
A primeira visita a África é muito marcante. Ao menos foi para mim. Quando pisei na areia negra da praia da Cidade Velha, não pude deixar de sentir angústia ao olhar para o mar. Meio século é pouco para tempo para esquecer. E por que esquecemos?


O Ilhéu de Santa Maria

Escolhendo tecidos no Sucupira. Foto da Neda.

Livraria Nhô Eugênio. Lendo Mia Couto...


... e encontrando amigos que estavam na minha palestra.


Rua da Banana, na primeira cidade portuguesa na África.

O Forte de São Filipe


Praia de pedras


A cor da areia me encantou.

Escrito porSocorro Acioli às 8:06 PM 5 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde - Nha kretcheu

Uma das coisas mais legais da viagem a Cabo Verde foi ter reencontrado a Neda, que está morando lá desde o ano passado e me hospedou com requintes de rainha. Entre uma palestra e outra, foi bom demais estar com ela, com seu marido super legal, sempre inteligente e "chuchante" e seu filhotinho lindo que construiu um navio pirata no meu coração. Além dos gatos, Blanquito e Biscoito, a quem aprendi a amar. Lá eu me sentia em casa e eles fizeram tudo o que podiam e não podiam para fazer dos meus dias em Cabo Verde inesquecíveis. E eu, comovida, agradeço.

Ela me disse que a expressão que elegeu como a mais bonita no crioulo é "nha kretcheu", que significa meu/minha querido(a). Não existiria outra forma de intitular esse post.
A Neda me conhece muito bem, acompanhou várias fases da minha vida. Era ela quem estava comigo no Gtalk ano passado, diariamente, me ajudando a superar o momento mais difícil que vivi nos últimos anos. Sempre temos coisa boa pra conversar. Sempre tenho o que perguntar e aprender. Ela me conhece, me entende, me respeita e me aceita como sou. Por isso somos amigas. Mais que isso: ela é uma irmã que a vida me deu.
Neda, nha kretcheu: obrigada! Você é a como a Irene, do Manuel Bandeira: sempre boa, sempre de bom humor.





Comendo uma pizza no Kapo. Neda, Pilata do Talibe, eu, João e Carlos Alberto, jornalista brasileiro que vive em Angola e escreve o Diário da África.

Escrito porSocorro Acioli às 8:05 PM 3 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde - Dexâ-m bem kontâ-bu um stória

Depois de uma semana de palestras, leituras e histórias, chegou o dia da oficina de produção literária com os alunos da Escola Girassol, trazidos com todo carinho pela professora Edna e pela Karla, diretora da escola. A idéia era que cada criança escrevesse e ilustrasse um pequeno livro de história. A Elaine, que trabalha no Centro Cultural Brasil Cabo Verde, foi meu braço direito nessa atividade e agradeço aqui, publicamente, porque sua ajuda fez toda diferença. Ela preparou os livros em branco, recebeu as crianças na porta do Centro, apresentou-as a mim e me ajudou a organizar o espaço. Todos sentaram nas mesas coloridas da biblioteca infantil, com os olhinhos curiosos, me olhando e esperando a mágica que anunciei: eles sairiam dali escritores, com sua obra nas mãos.
Fiz uma rápida explicação de estrutura narrativa para eles, de forma super facilitada e usando os contos de fadas que eles conheciam como exemplo. Depois fiz uma proposta: comecei uma história - ambientada na cidade de Praia, a terra deles - e cada um precisava continuar à sua maneira. Fui acompanhando o desenrolar do trabalho dessas trinta crianças e o resultado foi uma emoção, uma surpresa. Cada um fez do seu jeito. Foram histórias de amor, aventura, casos engraçados. Uns deixaram o personagem principal sozinho, outros arrumaram amigos para ele. As crianças não paravam de escrever, de me chamar para mostrar o texto e tirar dúvidas de português. Cada palavra escrita, cada flor desenhada ficou gravada no meu coração. Fico imaginando esses meninos e meninas chegando em casa, mostrando o livro pra família, guardando, escrevendo mais histórias. Terminei com a sensação confortante de felicidade e esperança de que a literatura é uma força revolucionária. Essas crianças podem muito! São contadores de histórias, só precisam de incentivo e apoio. E eu agradeço muito pela oportunidade de ter feito parte desse dia feliz da vida de cada um. A seguir, algumas fotos dessa turma que invadiu meu coração sem limite.







Os escritores e seus livros

Todos juntos, cada um com seu livro na mão!


Escrito porSocorro Acioli às 2:53 PM 3 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Cabo Verde - Stória, stória

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Fui a Cabo Verde para uma semana de atividades no Centro Cultural da Embaixada do Brasil e vivi um dos momentos mais bonitos da minha vida profissional. Foram quatro palestras para crianças, uma para professores e uma oficina de escrita criativa para crianças também, sem dúvidas o momento mais mágico da semana. Planejei as palestras da forma que sempre faço: um pouco de conversa sobre cada um dos meus livros, sobre a profissão de escitora, terminando com a leitura completa de um dos textos. A primeira escola que recebi foi a Capelinha, a turma da professora Júlia, um grupo atento e que gosta de ler. Falei sobre as temáticas dos meus livros: as festas de São João no Brasil, o movimento da Padaria Espiritual, os fósseis do Cariri, os cajus... e eles bebiam cada palavra com atenção e brilho nos olhos. Nunca vi uma turma de crianças tão emocionada com o que estava ouvindo.

Quando recebi a turma da escola 13 de janeiro, da professora Madalena, tive a intuição de pedir que eles também me contassem suas histórias depois que eu terminasse de ler os meus textos. Foi aí que descobri que, em Cabo Verde, antes de começar a contar algo, em crioulo ou português, eles dizem: stória, stória. Não por acaso, esse é o título do segundo CD da Mayra Andrade.
Deu muito certo. As crianças não paravam mais de contar seus causos, todos muito engraçados, ambientados em Cabo Verde, no mundo deles. Os meninos e meninas falavam sorrindo, expressivos, felizes. Contavam as histórias que ouviam dos pais, tios e avós. Um deles me disse que sabe muitas histórias porque sempre falta luz na sua casa. Quando isso acontece todo mundo se senta e cada um vai contando o que sabe. Foi um grande privilégio poder ouvir isso tudo contado por eles, do jeito que percebem e sentem. Aconteceu entre nós, de fato, uma troca. Levei pra eles o melhor que posso dar: meu afeto e minha literatura, marcadamente brasileira e nordestina. Mas acho que recebi muito mais. Trouxe de presente a verdadeira força e beleza do povo caboverdiano: a voz das suas crianças, narradores do presente e do futuro.
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Escrito porSocorro Acioli às 8:03 AM 6 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz em Lisboa

Quando recebi minha passagem para Cabo Verde, vi que teria algumas horas em Lisboa e planejei um passeio. O ruim é que eu andaria no sol e depois voltaria ao aeroporto suada e cansada para pegar o vôo para a África. A TAP, sem saber, resolveu o meu problema. Os pilotos entraram em greve, cancelaram dois vôos e quando eu viajei atrasaram o terceiro - o que me fez perder o avião para Cabo Verde. Por causa disso a TAP pagou um bom hotel, alimentação e táxi para o aeroporto, além de me arrumar um vôo direto para Cabo Verde no dia seguinte. Resultado: foi o passeio que eu queria, mas com patrocínio! Com direito a café da manhã de hotel e banho de banheira, que eu adoro!
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(Eu poderia contar como foi ruim ter dois vôos cancelados, ficar em filas por mais de quatro horas em Portugal sem saber o que iria acontecer e o pior, perder um dia de trabalho em Cabo Verde. Mas reclamar envelhece e dá rugas.Não há coisa mais insuportável do que gente que reclama o tempo todo. Minha opção de vida é ver o lado bom de tudo e ser feliz em todo lugar do mundo. Eis os melhores momentos do meu passeio por Lisboa.)



Leitura de bordo

Comidinha de bordo


Fui no táxi do Sr. Quim, meu motorista e guia em Lisboa

Emocionada, pedi ao Sr.Quim para ver a Casa dos Bicos, futura sede da Fundação José Saramago.

Visitei a Igreja de Santo Antônio, na Alfama...

... e conheci o lugar onde ele nasceu. O périplo antonino está completo.

Na volta, dei uma paradinha para rever o Tejo.

E assim me despedi de Lisboa pela terceira vez, rumo a Cabo Verde.


Escrito porSocorro Acioli às 3:49 PM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

O som de Cabo Verde

Primeiro conheci a Cesária Évora, no comecinho dos anos 90. Foi por intermédio do meu padrinho. Fiquei encantada e sempre me emocionei com "Sodade".
Agora, um pouco antes de vir pra cá, conheci Mayra Andrade e escutei muito os seus dois cd´s durante a preparação da viagem. Se você quiser conhecer a música que está embalando meus pensamentos durante minha experiência na África, basta clicar aqui. Uma das minhas preferidas é "Tunuka".
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Hoje fiz duas palestras com leituras dos meus livros e foi muito emocionante. As crianças me deram uma aula de crioulo e espero voltar falando algumas coisas.
Em breve, relatos com fotos!

Escrito porSocorro Acioli às 9:36 PM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Cabo Verde

Estou em Cabo Verde, na África. Passarei alguns dias por aqui fazendo leituras dos meus livros, ministrando cursos de literatura e palestras para professores.
Cheguei na noite de segunda-feira, depois de um longo périplo de vôos cancelados por causa da greve dos pilotos da TAP. Mas não foi ruim: acabei ganhando um tempo maravilhoso em Lisboa, com tudo pago. Em breve, relatos e fotos.

Escrito porSocorro Acioli às 7:47 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Mala vermelha em ação


Pois é, vou viajar de novo. Alguns dias de trabalho com horinhas de descanso pelo meio.Terei uma agenda cheia, excelente companhia e sei que vou ser feliz nesses dias. Será uma viagem muito diferente de todas que fiz na vida, por inúmeros motivos. Prometo contar tudo na volta, com fotos e detalhes. Tentarei dar notícias de lá e espero por vocês na volta.

Escrito porSocorro Acioli às 8:58 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Notícias

Alguns leitores me procuram para dizer que não estavam encontrando meu livro A casa dos Benjamins para comprar em Fortaleza, mas acho que o problema foi resolvido. Sábado fui a Saraiva do Iguatemi e vi o livro na área infantil. Com destaque, inclusive. Pela Internet vocês encontram também na Cultura e Saraiva. Aqui na barra direita do blog eu coloquei um link direto pra Cultura. Você clica e os meus livros disponíveis aparecem. Nem todos, infelizmente. Mas isso vai mudar em breve.
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Na sexta-feira tive a alegria de assistir a apresentação dos alunos do colégio Farias Brito sobre a pesquisa que fizeram a partir do "É pra ler ou pra comer?". Adorei! É muito bom ver o texto acontecendo na vida dos leitores. Melhor ainda saber que também toca às famílias. Uma avó muito fofa veio falar comigo, emocionada com a leitura do livro. Disse que eu não parasse, que seguisse em frente. Estou obedecendo.
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Sobre A rendeira borralheira, em breve terei notícias sobre os pontos de venda. O livro ficou muito bonito, as ilustrações do Alexandre Camanho são um arraso.
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Ainda teremos lançamentos esse ano. Aguarde um pouquinho que voltarei com notícias em breve.

Escrito porSocorro Acioli às 8:33 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz na Bolívia - As crianças

Recebi mais fotos do meu trabalho na Bolívia. Quem mandou foi a Rosana, diretora do Centro Cultural da Embaixada do Brasil em La Paz, a quem agradeço muito.

A sala estava lotada e a platéia, super atenta.





Eles estudam na escola "República do Brasil", por isso a farda verde e amarela. Mesmo assim, eles não falam português.


O stand do Brasil na Feira do Livro de La Paz, com Mary.

Meus filhos de papel.

Escrito porSocorro Acioli às 7:42 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Chegou A Rendeira Borralheira!




Escrito porSocorro Acioli às 2:07 PM 6 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Peixinho de Pedra



"Ana Vitória sonhava com o mar todos os dias.
Dentro dos sonhos ela molhava os pés na espuma, sentia o gosto da água salgada e deixava que o sol dourasse a sua pele enquanto nadava entre as ondas, ouvindo a canção do vento. Enchia as mãos de búzios, enfeitava o cabelo com algas, olhava para o horizonte e brincava de imaginar os mundos que existem depois que o mar acaba."



Trecho do livro "O peixinho de pedra", Edições Demócrito Rocha, 2006.

Escrito porSocorro Acioli às 9:19 PM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Carol Bensimon

Descobri hoje o blog incrível da Carol Bensimon, uma escritora gaúcha nascida em 1982 que vive em Paris, fazendo pós-graduação em Literatura na Sorbonne.
O legal do texto da Carol é que seu modo de ver o mundo é maduro sem perder a leveza. É honesto, mas sem nenhuma gota de arrogância. Coisa rara.
Tenho a maior curiosidade por escritores contemporâneos brasileiros. Leio blogs de quase todos, acompanho a carreira, leio os livros de alguns mas não engulo muito a falta de espontaneidade. Parece que é preciso fazer tipo, ser um personagem de si mesmo. Repito: isso é o que vejo nos blogs e entrevistas dos autores que acompanho, não estou rotulando uma geração inteira.
Aí chega essa menina, Carol, com livros premiados e publicando pela Companhia das Letras, falando da vida e da literatura com naturalidade e leveza. Talvez isso tenha a ver com o fato de que ela está fora do Brasil, ou por ser um daqueles casos raros de escritor que nasce pronto e não sente necessidade de se exibir. Não sei ao certo, mas gostei dela, do texto, dos temas e vou acompanhar a carreira dessa jovem autora com o maior orgulho.


Escrito porSocorro Acioli às 7:59 AM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Aulas na Bolívia

O Eduardo, um dos meus alunos bolivianos, acaba de mandar algumas fotos das minhas aulas no Centro Cultural Brasil Bolívia. Nesse dia eu estava falando do "Morte e vida severina", do João Cabral de Melo Neto, poema e poeta pelos quais eu tenho veneração. ¡Muchas gracias por regalarme las fotos, Eduardo!

A sala de aula do Centro Cultural Brasil Bolívia
Lendo algumas partes do poema.


Ouvindo as músicas do Chico Buarque para o "Morte e Vida Severina"







Escrito porSocorro Acioli às 10:42 PM 4 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

A Rendeira Borralheira

Chegou a capa do meu livro novo, "A rendeira borralheira", publicado pela Editora Positivo, do Paraná. Saindo do forno. Não vejo a hora de receber um pacote de rendeiras aqui em casa.



Escrito porSocorro Acioli às 8:47 AM 8 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz no Fortim


Segunda-feira fui ao município de Fortim, aqui mesmo no Ceará, para o lançamento do meu livro "O mistério da professora Julieta" e do projeto Amigos da Leitura. O convite veio do Secretário de Cultura, Daniel Heliênio, um ótimo papo em quatro horas de estrada. O projeto funciona super bem e a turma de Fortim está animada, tanto as crianças quanto os professores. Voltei encantada com a beleza do Rio Jaguaribe e aquela canção de água e vento que não sai da minha cabeça. Pretendo voltar em breve.








Rio Jaguaribe. E ali atrás, a Pedra do Chapéu.












Escrito porSocorro Acioli às 1:47 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Ainda sobre a Bolívia

De fato a série sobre a Bolívia ainda não acabou. Faltam as fotos e os relatos sobre o meu trabalho, o curso e as palestras. Tudo foi registrado por outras pessoas - já que eu estava ocupada - e ainda não recebi as fotos.
Falta também divulgar as receitas da quinua e do curry de tubérculos - farei uma variação, já que aqui não tem os que tem lá.
Em breve cumprirei as promessas.
Voltarei ao blog na quarta-feira, a semana está apertada de trabalho, felizmente.
A parte boa da conversa é que voltarei com novidades.

Escrito porSocorro Acioli às 7:10 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Fui feliz na Bolívia - As comidas

Vou terminar a série sobre a Bolívia falando de comida, porque hoje é sexta-feira e nós merecemos.
Não posso dizer que comi como uma legítima boliviana nesses dias. Eu quase não fui a restaurantes locais. Para minha grande sorte, a maioria das minhas refeições foi feita na casa da Cláudia, minha anfitriã, preparadas pela Martha, uma boliviana de Potosí que cozinha desesperadamente bem. Ela cozinha com tanto prazer que a comida dela engorda a gente de alegria. Adorei a Martha. Sua sincera felicidade me comoveu.
Minha grande paixão culinária foi a quinua, o grão de ouro dos andes. Eu já conhecia, comprei algumas vezes aqui mesmo no Brasil, mas não sabia ainda a forma certa de preparar. Martha me ensinou. A quinua, além de deliciosa, tem um alto valor nutritivo. Trouxe dois quilos pra casa, com as variedades de quinua preta e vermelha que eu não conhecia. Isso sim, é comida do altiplano.
Outra coisa deliciosa na Bolívia são os tubérculos. Uma variedade impossível de decorar. A Cláudia bolou um curry de tubérculos andinos que ficou um espetáculo. Vocês verão nas fotos.
Não posso deixar de contar um dos pontos altos da viagem. No sábado a Cláudia ofereceu um jantar na casa dela, em minha homenagem, para todo o pessoal da Embaixada, além de alguns amigos dela. Para a festinha ela contratou o serviço de buffet super interessante. A comida era servida em potinhos e copinhos. Foram cerca de dez pratos, um atrás do outro. Salada de quinua, salada verde com milho, ceviche, risoto e uma sobremesa inesquecível. Tudo regado com excelente vinho, suco de tumbo, decorado com flores e à luz de velas. Se ela disse que eu mereço, eu agradeço!
Mesmo com essa farra voltei 300g mais magra. Não é muito, eu sei, mas não ter engordado em onze dias de comida da Martha é quase um milagre.
E aqui termina a série "Fui feliz na Bolívia". Fui mesmo. E espero que vocês tenham sido contaminados com a minha felicidade.



Conversando e comendo. O jantar foi super legal!


Salada de quinoa no copinho, para começar.


Uma outra saladinha que eu nem provei, mas fotografei. Acho que era ceviche.


A sobremesa do buffet em fase de acabamento. Eu me acabei.


Essa é a Martha. Sangue quechua, mãos de fada, coração de ouro.


Clôzinha, a dona da casa, servindo. Eu, Rosana e João Gilberto Noll, adorando!



Salada de trigo andino.


Salada de brotos, folhas e figos.

Tomatinhos rellenos com trigo andino.


Tortilla de batata.


¡Casi listo, señora!

Curry de tubérculos andinos. Criação da Cláudia.

Salada de grão de bico.

Escrito porSocorro Acioli às 9:10 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem