Casa Nova!
Segunda-feira, Janeiro 31, 2011
Esse blog mudou de endereço.
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PAUSA
Segunda-feira, Janeiro 03, 2011
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A azeitona do pastel possui caroço
Sexta-feira, Dezembro 24, 2010
Há tempos eu prometia à minha filha que iríamos ao centro da cidade comer a coisa de que eu mais gostava na infância: pastel com caldo de cana. Não poderia ser em qualquer lugar, tinha que ser no Leão do Sul da Praça do Ferreira. Eu lembrava do sabor e da alegria de comer nos bancos da praça e do quanto era refrescante tomar o caldo gelado depois de andar com minha avó pelas ruas do centro, tão quente. Era quase uma recompensa, um carinho na alma.
Ontem fomos ver o Natal de Luz, um belíssimo e alegre coro de crianças divididas pelas janelas do Hotel Excelsior, o mais antigo da cidade, que fica exatamente na praça do pastel. Ela ouviu meia música e pediu para irmos logo viver o momento tão anunciado.
O Leão do Sul continua pequeno, apertado, lotado, abafado e com o chão mais imundo que já vi, varrido de cinco em cinco minutos. Minha avó dizia que não se varre pés de moça, ou ela nunca vai casar. O Sísifo da limpeza talvez não soubesse disso, saía varrendo os pés, as chinelas e os azulejos até ver o chão limpo de verdade, mesmo que um minuto depois estivesse sujo de novo.
A máquina do caldo agora é mais moderna, de aço, quadrada, prateada. Senti saudades da moenda antiga, que me permitia assistir ao espetáculo da seiva doce sendo extraída da cana, mistério para os meus olhos infantis. A caixa registradora atual imprime a notinha em papel amarelo, não recebemos mais as fichinhas de outrora. Mas a plaquinha com os dizeres “A azeitona do pastel possui caroço” continua na parede.
Era o cenário da felicidade, direto da minha infância para a infância da minha filha. E como foi tão bom entrar ali com ela! Uma das coisas mais lindas da maternidade é dar aos filhos esses pedaços da própria vida, assim, em forma de lembranças. Nem preciso dizer o quanto ela gostou do caldo de cana com pastel. E do quanto fui feliz naquele rompante proustiano de recordar com o paladar.
Apesar de estar no centro de uma cidade desigual, com tanta gente pedindo esmola nas calçadas e morando na rua, ali existe a beleza do que se perpetua - e poucos lugares permanecem tão preservados nessa Fortaleza sem memória quando o Leão do Sul.
Voltamos para ver o coral, as músicas de Natal, toda a evocação de um espírito de exaltação que antes me deixava triste. Ontem não. Ontem, eu fiquei feliz. Entendi que a vida também tem suas azeitonas com caroço, mas acho que estou aprendendo a fazer o que se faz com o pastel: cuspir o caroço fora e aproveitar todo o resto, que é tão bom, tão bom.
FELIZ NATAL!
Publicado no Jornal O POVO de 24 de dezembro de 2010
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Cartão postal
Quarta-feira, Dezembro 22, 2010
A repórter Naara Vale, do Jornal O POVO, me convidou para escrever um pequeno texto que ilustrasse uma foto do peruano Carlos Gibaja, parte de uma exposição de cartões postais de cenas cearenses.

De: Socorro Acioli
“Espero que na sua casa, aí do lado secreto do mundo, as janelas sejam largas. Gosto de pensar que de uma delas a senhora me enxerga. No Natal, vou olhar para cima e procurar a luz da sua janela para aplacar a minha solidão, minha avó. Ou fechar os olhos e acreditar que ela brilha em mim. A saudade é uma casa de janelas fechadas. A fé é o contrário”.
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Palavras de Frei Betto
Terça-feira, Dezembro 07, 2010
Frei Betto
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Palavras da Adriana Falcão
Quando li o Inventário de Segredos fiquei emocionada como se tivesse dançado uma valsa.Então li A bailarina fantasma.E fui lendo Socorro Acioli.E fui valsando entre descobertas, poesia, segredos, fantasmas, maluquices. Existe algo melhor que um dois pra lá, dois pra cá cheio de fantasia?
Adriana Falcão
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Lançamentos para 2011
Sexta-feira, Dezembro 03, 2010
E então 2010 prepara-se para adormecer. Hora de anotar os feitos do ano passado e planejar 2011.
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Marcadores: Lançamentos
Agência Riff
Quarta-feira, Dezembro 01, 2010
Com muita alegria, comunico aos meus leitores e amigos que agora faço parte do time de autores representados pela Agência Riff para o Brasil e exterior.
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CATS e o Rio de Janeiro
Quarta-feira, Novembro 24, 2010
As coisas boas da vida são como colares de contas. Os dedos que seguram, delicados, um fio de alegrias, não param de encontrar surpresas. Foi assim desde que vi, na Livraria Cultura de São Paulo, uma linda edição bilingue do livro "Cats", do T. S. Eliot. Trouxe para ler com minha filha. Ficou guardado de maio até setembro, esperando a sua vez na fila dos livros que lemos antes de dormir.
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Marcadores: Borboleta mãe, Rio de Janeiro
Rachel de Queiroz:cem anos
Quarta-feira, Novembro 17, 2010
Rachel de Queiroz em uma lição
"Ninguém é de todo bom, nem de todo mau”, disse Rachel de Queiroz, exatamente com essas palavras, na última entrevista que me concedeu, em agosto de 2002. Foram vários depoimentos entre 1998 e 2002, colhidos para a escrita de sua biografia, publicada em 2003. De tantas conversas, algumas frases em especial calaram em mim. Essa foi uma delas.
Na ocasião conversávamos sobre suas personagens, tema provocado pela pergunta de uma mocinha de pouco mais de 15 anos, de caderno nas mãos, esboçando uma entrevista para um trabalho escolar.
- A Conceição do livro “O Quinze” é a senhora mesmo? – perguntou, com a inocência e alegria dos seus poucos anos.
Rachel respondeu que não, as coisas não funcionam assim na literatura. Explicou que personagens não são espelhos do autor, mas criações artísticas. São feitos de retalhos de lembranças, pedaços dali e de acolá, mas não surgem, nunca, como reflexos perfeitos e absolutos do seu criador. Contou que os bons personagens são como nós, cheios de facetas, máscaras, mistérios, bondades, medos... e conflitos.
Compreendi, então, que parte da maestria de Rachel de Queiroz como escritora estava no domínio da criação de personagens notadamente humanos, tão próximos do que somos de verdade quanto os que moram na casa ao lado, pertíssimo do nosso mundo. Amamos Maria Moura, por exemplo, porque sabemos que sua valentia é filha do medo, conhecemos o seu desejo secreto de amar, sabemos que ela não é forte por inteiro. Fazemos parte, como leitores, de suas horas de fraqueza. Perdoamos os seus erros, porque ela é como nós, dividida, sempre, entre dois caminhos possíveis, de destinos, chapinhando em terreno obscuro.
É parte da condição humana: somos construídos pela matéria da dúvida, moldados pela ambiguidade. Assim também era Rachel de Queiroz. Ateia declarada que vivia sob os olhos de santos e anjos da sua coleção de arte sacra. Apaixonada pelo Ceará, mas que deixou a terra natal na primeira oportunidade, em nome da sua profissão - que ela respeitava acima de tudo. Conversava sobre política com a mesma destreza com que preparava uma panela de doce. Gostava de luta livre e bordados. Amava o burburinho do centro do Rio de Janeiro e o silêncio do açude do sertão. Tudo cabia no mesmo coração.
Talvez a maior lição de Rachel de Queiroz – ainda não compreendida em sua totalidade, certamente – tenha sido ensinar que somos nada mais que um produto de nossas contradições. E que não é justo, muito menos possível, exigir perfeição de seres tão falíveis e, por isso mesmo, encantadores.
“Ninguém é de todo bom, nem de todo mal”, ela disse. A condição humana nos faz assim. Louvados sejam os cem anos de Rachel de Queiroz. Não a louvaríamos hoje com tanto clamor se não houvesse, na sua vida e obra, essa indecifrável e plena humanidade.
Socorro Acioli - Escritora e autora do ensaio biográfico “Rachel de Queiroz” publicado pelas Edições Demócrito Rocha
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A Bailarina Fantasma na Folha de S.Paulo
Quarta-feira, Novembro 03, 2010
GABRIELA ROMEU Batidas repentinas na porta, vultos para lá e para cá. Foi o que escutou e viu a escritora Socorro Acioli no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), por onde andou diversas vezes antes de escrever a história do livro "A Bailarina Fantasma" (ed. Biruta; R$ 34). "Um certo dia eu fiquei sozinha no palco principal, com todas as cortinas fechadas, uma escuridão de apavorar. Eu precisava sentir medo. Ouvi batidas de porta, vultos passando, mas não tive um encontro cara a cara com a bailarina. Infelizmente", conta a autora. Inspirado numa lenda urbana, o romance conta a história da menina fantasma Clara e da menina de carne e osso Anabela, que se encontram um dia no teatro. Enquanto suas trajetórias se cruzam, é contada a história de construção do teatro. "A Bailarina Fantasma", cuja história é famosa capital cearense, Fortaleza, está sendo adaptado para virar filme, com direção de Glauber Filho ("Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito" e "As Mães de Chico Xavier"). Em fase de pré-produção e escrita de roteiro, a previsão de estreia é 2012. Abaixo, leia um bate-papo com a escritora, autora de obras como "Tempo de Caju", "Inventário de Segredos" e "O Anjo do Lago". Confira o book trailer da obra e conheça o blog da autora. Como foram feitas as pesquisas antes de escrever a obra? Quais histórias que ouviu dos funcionários do teatro e que não foram parar no livro, por exemplo? Durante as visitas ao teatro, você passou horas sozinha no porão. Como foi a experiência? Algum rastro da bailarina por lá? Há um emaranhado de dados históricos e ficção no romance. Pode dar algumas pistas para o leitor desvendar esse mistério? O livro tem arabescos e fotos do teatro, mas nenhuma imagem da bailarina. É importante preservar esse espaço de imaginação dos leitores? Para quem visitar o Theatro Teatro José de Alencar, em Fortaleza, quais cuidados deve tomar para não encontrar (ou encontrar) Clara? A obra vai virar filme? Conte um pouco sobre esse projeto.Livro sobre história de bailarina fantasma do Theatro José de Alencar vai virar filme
EDITORA-ASSISTENTE DA FOLHINHADivulgação 
Fachado do Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE)
Acioli - O primeiro passo foi pesquisar a história oficial do teatro. Depois, passei a entrevistar funcionários, ex-funcionários, artistas e todas as pessoas que tivessem histórias para contar. Ouvi muita coisa e escolhi as melhores para o livro, aproveitei quase tudo.Divulgação 
Palco do teatro cearense, onde há registro de aparição da bailarina
Acioli - Pedi autorização para andar por lá livremente. Um certo dia eu fiquei sozinha no palco principal, com todas as cortinas fechadas, uma escuridão de apavorar. Eu precisava sentir medo. Ouvi batidas de porta, vultos passando, mas não tive um encontro cara a cara com a bailarina. Infelizmente.
Acioli - A cronologia é toda real: chegada do ferro, inauguração, reforma, tudo está no tempo certo, tudo aconteceu. Os personagens são todos ficcionais. A família MacFarlane não veio para Fortaleza, mas é de fato a empresa que produziu o ferro. Nunca existiu o Gabriel, o piano, nada daquilo. Foi encontrado um baú de madeira sobre o palco durante a reforma, mas não havia diário algum lá dentro. Já os relatos das aparições são todos reais.Divulgação 
Capa do livro sobre a bailarina Clara, de Socorro Acioli
Acioli - Sim, muito importante. A imagem da bailarina está na cabeça de cada pessoa que sabe da sua existência. Para mim ela é como descrevi: muito branca, de cabelos ondulados, soltos, de roupa azul. Para o leitor, será como ele imaginar.
Acioli - A Clara gosta de todos os lugares do teatro, por isso não há como fugir dela. Mas a pista mais certa é observar onde estão os gatinhos que moram por lá. Eles sempre ficam perto dela.
Acioli - Sim, "A Bailarina Fantasma" vai virar filme, com estreia prevista para 2012. Eu mesma estou escrevendo o roteiro para cinema e acabei de ganhar um prêmio por ele. Ainda estamos negociando uma série de detalhes (o mundo do cinema é bem complicado!), mas logo que eu tenha mais informações passarei para a Folhinha. Só posso dizer que a estória vai mudar um pouco do livro para o filme, um personagem novo será acrescentado na trama e tudo ficará ainda mais divertido... e assustador!
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Marcadores: A Bailarina Fantasma
Carta Fundamental
Terça-feira, Novembro 02, 2010
Mais uma notícia boa: a revista Carta Fundamental (publicação da Carta Capital para professores) publicou o meu conto inédito "Ela tem olhos de céu" na edição do mês de outubro, com bastante destaque.
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Marcadores: Boas notícias
Boas novidades
Todo dia surgem no mínimo duas novas ideias para escrever nesse blog. Os temas variam de cinema a culinária, da literatura à onda das modelos plus size. E por aí vai. O que falta é o tempo. Ou somos nós que não sabemos mais lidar com ele? Tenho pensado nisso esses dias...
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Marcadores: Boas notícias
Música
Quarta-feira, Outubro 20, 2010
Estudei violão clássico dos 9 aos 16 anos. Entrei no curso de música da Universidade Estadual e cursei um semestre, mas não pude seguir por questões circunstanciais. Era o ano de 1996 e, desde então, parei de tocar. E isso me faz muita falta.
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Marcadores: Cabo Verde, Música, Portugal
Batata de briga
Sexta-feira, Outubro 08, 2010
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Marcadores: Borboleta mãe, Cozinha, Nigella
As pedras no caminho da literatura infantil e juvenil
Quinta-feira, Setembro 30, 2010
Publicado no Caderno 3 do Diário do Nordeste, de Fortaleza
No ano de 2006, a pesquisadora israelense Zohar Shavit começou uma conferência sobre literatura infantil e juvenil na Universidade do Minho, em Portugal, contando uma anedota:
Dois senhores respeitáveis estavam em uma festa. Apresentados por um amigo em comum, começaram uma conversa trivial:
- E então, qual a sua profissão?
- Sou escritor de literatura infantil.
- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de escrever livrinhos para crianças, meus netos adoram as minhas historinhas. Qualquer dia eu escrevo um, é só arrumar um tempinho.
- E você, qual é a sua profissão?
- Sou neurocirurgião.
- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de abrir cabeças. Qualquer dia eu opero um cérebro, é só arrumar um tempinho.
Neste diálogo, baseado em fatos reais, está contida a maior pedra no caminho da literatura infantil e juvenil: a falsa noção de que não é necessário nenhum conhecimento teórico ou técnico para escrever, ilustrar, editar, selecionar e julgar livros para crianças e jovens. Os critérios de análise e escrita são sempre baseados no gosto pessoal, no senso comum, na função pedagógica e principalmente na noção de utilidade do texto para as crianças. Parece que é fácil. Mas não é bem assim.
O primeiro erro de abordagem está na definição de gênero. Nem todo texto escrito para crianças e jovens pode ser considerado literatura. Existem os livros didáticos, informativos, com a clara função de ensinar um conteúdo – às vezes disfarçados com um pouco de purpurina literária que não convence – mas que não são literatura de forma alguma.
Na teoria literária existe um conceito chamado literariedade, um conjunto de indicações para ajudar a definir o que é ou não literário em um texto. Essas características estão na riqueza e profundidade dos personagens, elaboração de um enredo com conflitos, antagonismos, clímax, ritmo, estrutura, reinvenção de linguagem, novidades e surpresas nas relações entre palavras, verossimilhança, ficcionalidade... Isso para citar apenas alguns dos elementos que são reconhecíveis em um texto literário de qualidade.
Julgar um texto destinado a crianças e jovens, portanto, é uma tarefa tão complexa quanto à crítica de um texto para adultos (sabendo que nem sempre é possível construir fronteira tão rígidas entre os dois). Mas, para o senso comum, parece que não é necessário conhecer nada de teoria ou técnica para fazer esse julgamento.
Na minha vivência como escritora de literatura infantil e juvenil convivo com pais, professores e leitores, colecionando uma série de exemplos desses erros generalizados de análise. Já vi, por exemplo, o caso de textos mal escritos, chatos de ler, longos, detestados pelos alunos, mas empurrados pelos adultos por conter importantes lições sobre um tema qualquer. Os alunos odeiam aquele negócio que chamam de literatura, mas que não passa de uma lição chata e que tenta enganar os leitores entediados.
A culpa não é dos professores, mas de sua formação. A maioria deles passa por cursos de pedagogia onde, no máximo, cursam uma única disciplina dedicada aos livros infantis, tratando-os como um instrumento pedagógico a mais, sempre focando em como “usar” em sala de aula – quase como se usa um jogo, uma massa de modelar, um estojo de lápis de cor.
Falta a educação do sentimento. Falta a leitura em busca da emoção, do sorriso e da lágrima. A literatura, como toda arte, é um caminho para entender melhor a vida.
Sendo assim, por que negar aos jovens o direito à leitura de textos que tratem de temas como a morte, as perdas, os momentos difíceis da vida? Por que privá-los da experiência do encantamento e da emoção? Isso é literatura, essa leitura emocionada, que modifica a vida, que mostra outras formas de vivenciar a própria realidade.
Julgar um livro destinado a crianças e jovens sem conhecimento das características principais de um bom texto literário não chega a ser fatal como abrir um cérebro sem conhecimento de medicina. Mas acarreta o perigo, isso sim, de destruir o potencial leitor de uma criança. Isso multiplicado por dezenas, centenas, milhares, é uma grande catástrofe.
SOCORRO ACIOLI
Especial para o Caderno 3
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O sorvete caseiro mais fácil e rápido do mundo
Sexta-feira, Setembro 24, 2010
Aqui somos todos loucos por sorvete, mas infelizmente eu e minha filha temos pouca tolerância à lactose. Depois de uma crise dupla de sinusite e outras ites por causa de uma farra de sorvete industrializado, decidi que nessa casa precisamos de uma sorveteira. Fazendo as receitas eu posso controlar os ingredientes, diminuir a lactose e os aditivos químicos e ainda testar muitos sabores.
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Marcadores: Cozinha
A bailarina fantasma - o filme
Quarta-feira, Setembro 22, 2010
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Marcadores: A Bailarina Fantasma, Cinema
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Marcadores: Cozinha
Gran Diccionario
Sexta-feira, Setembro 03, 2010

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Marcadores: Literatura
É tempo de caju
Terça-feira, Agosto 24, 2010
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Marcadores: Tempo de Caju
Dois blogs
Segunda-feira, Agosto 23, 2010
Tenho uma lista de sites e blogs que visito diariamente. Ao longo do tempo alguns deixam de ser interessantes, enquanto outros chegam pra ficar. Foi o caso do Blog da Companhia das Letras e da Biblioteca de Raquel, leituras obrigatórias no momento. Os dois tratam de literatura e mercado editorial, temas que me interessam muitíssimo e que fazem parte da minha vida há muito tempo.
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Marcadores: Literatura, O Blog
Imagem Parada
Terça-feira, Agosto 17, 2010
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Marcadores: Fotografia
A quarta-feira de Jonas
Quarta-feira, Agosto 11, 2010
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Marcadores: A quarta-feira de Jonas
PNBE!
Terça-feira, Agosto 10, 2010
Fiquei sabendo ontem que os meus dois livros "A bailarina fantasma" e o "Inventário de Segredos" publicados pela Editora Biruta foram selecionados para o PNBE 2011 - Programa Nacional Biblioteca da Escola. Isso significa que o Governo Federal fará uma compra enorme desses títulos (cerca de 20 mil livros de cada, não sabemos ao certo) para distribuir nas bibliotecas escolares brasileiras.
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Sou sempre feliz em Niterói!
Quarta-feira, Agosto 04, 2010
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Marcadores: Doutorado, Fui feliz em Niterói



