Casa Nova!

Esse blog mudou de endereço.


A partir do dia Primeiro de Fevereiro de 2011, as borboletas pousarão no

http://socorroacioli.wordpress.com/

Espero todos lá, inclusive os seguidores e assinantes!

Escrito porSocorro Acioli às 6:43 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

PAUSA


Pessoal, esse blog vai dar uma pausa.

Voltarei em breve, com ótimas novidades sobre a minha casa virtual.

Escrito porSocorro Acioli às 12:02 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

A azeitona do pastel possui caroço

Há tempos eu prometia à minha filha que iríamos ao centro da cidade comer a coisa de que eu mais gostava na infância: pastel com caldo de cana. Não poderia ser em qualquer lugar, tinha que ser no Leão do Sul da Praça do Ferreira. Eu lembrava do sabor e da alegria de comer nos bancos da praça e do quanto era refrescante tomar o caldo gelado depois de andar com minha avó pelas ruas do centro, tão quente. Era quase uma recompensa, um carinho na alma.

Ontem fomos ver o Natal de Luz, um belíssimo e alegre coro de crianças divididas pelas janelas do Hotel Excelsior, o mais antigo da cidade, que fica exatamente na praça do pastel. Ela ouviu meia música e pediu para irmos logo viver o momento tão anunciado.


O Leão do Sul continua pequeno, apertado, lotado, abafado e com o chão mais imundo que já vi, varrido de cinco em cinco minutos. Minha avó dizia que não se varre pés de moça, ou ela nunca vai casar. O Sísifo da limpeza talvez não soubesse disso, saía varrendo os pés, as chinelas e os azulejos até ver o chão limpo de verdade, mesmo que um minuto depois estivesse sujo de novo.


A máquina do caldo agora é mais moderna, de aço, quadrada, prateada. Senti saudades da moenda antiga, que me permitia assistir ao espetáculo da seiva doce sendo extraída da cana, mistério para os meus olhos infantis. A caixa registradora atual imprime a notinha em papel amarelo, não recebemos mais as fichinhas de outrora. Mas a plaquinha com os dizeres “A azeitona do pastel possui caroço” continua na parede.


Era o cenário da felicidade, direto da minha infância para a infância da minha filha. E como foi tão bom entrar ali com ela! Uma das coisas mais lindas da maternidade é dar aos filhos esses pedaços da própria vida, assim, em forma de lembranças. Nem preciso dizer o quanto ela gostou do caldo de cana com pastel. E do quanto fui feliz naquele rompante proustiano de recordar com o paladar.


Apesar de estar no centro de uma cidade desigual, com tanta gente pedindo esmola nas calçadas e morando na rua, ali existe a beleza do que se perpetua - e poucos lugares permanecem tão preservados nessa Fortaleza sem memória quando o Leão do Sul.


Voltamos para ver o coral, as músicas de Natal, toda a evocação de um espírito de exaltação que antes me deixava triste. Ontem não. Ontem, eu fiquei feliz. Entendi que a vida também tem suas azeitonas com caroço, mas acho que estou aprendendo a fazer o que se faz com o pastel: cuspir o caroço fora e aproveitar todo o resto, que é tão bom, tão bom.



FELIZ NATAL!


Publicado no Jornal O POVO de 24 de dezembro de 2010


http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2010/12/24/noticiaopiniaojornal,2082065/a-azeitona-do-pastel-possui-caroco.shtml

Escrito porSocorro Acioli às 3:46 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Cartão postal

A repórter Naara Vale, do Jornal O POVO, me convidou para escrever um pequeno texto que ilustrasse uma foto do peruano Carlos Gibaja, parte de uma exposição de cartões postais de cenas cearenses.



De: Socorro Acioli
Para: Sebastiana Acioli
“Espero que na sua casa, aí do lado secreto do mundo, as janelas sejam largas. Gosto de pensar que de uma delas a senhora me enxerga. No Natal, vou olhar para cima e procurar a luz da sua janela para aplacar a minha solidão, minha avó. Ou fechar os olhos e acreditar que ela brilha em mim. A saudade é uma casa de janelas fechadas. A fé é o contrário”.


Veja os outros cartões postais e a matéria completa clicando aqui.

Escrito porSocorro Acioli às 9:17 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Palavras de Frei Betto

INVENTÁRIO DE SEGREDOS é um livro fascinante! Através de volteios poéticos, que mais parecem bordados nordestinos (não é em vão que texto deriva de tecido, tecer), a autora, Socorro Acioli, conduz o leitor por múltiplas e divertidas situações.
Trata-se de uma obra que faz pensar, rir e admirar. É, guardadas as proporções, como As Mil e Uma Noites: as histórias se entrelaçam como uma cebola descascada infinitamente ou um novelo cuja outra ponta jamais aparece...
Frei Betto

Escrito porSocorro Acioli às 12:32 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Palavras da Adriana Falcão

Quando li o Inventário de Segredos fiquei emocionada como se tivesse dançado uma valsa.Então li A bailarina fantasma.E fui lendo Socorro Acioli.E fui valsando entre descobertas, poesia, segredos, fantasmas, maluquices. Existe algo melhor que um dois pra lá, dois pra cá cheio de fantasia?


Adriana Falcão

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Lançamentos para 2011

E então 2010 prepara-se para adormecer. Hora de anotar os feitos do ano passado e planejar 2011.

Sobre os meus livros publicados, o resultado é o seguinte:

Em 2010 lancei A bailarina fantasma, o Inventário de Segredos, ambos pela Editora Biruta, o Tempo de Caju, pela Editora Positivo e A quarta-feira de Jonas, pelas Edições Demócrito Rocha.
São publicações caprichadas e muito bem cuidadas pelas editoras e pelos ilustradores Mateus Rios, Maurício Negro e Rafael Limaverde.

Bailarina e Inventário entraram no PNBE 2011. Bailarina vai virar filme (cujo roteiro, escrito por mim, ganhou prêmio também!)

Para 2011, teremos o lançamento do Plantou Palavra, Colheu Poesia, pelo Armazém da Cultura e mais dois livros pela querida editora Biruta: um infantil e um romance juvenil, provavelmente.
Meu plano é publicar cada vez menos e ter mais tempo de trabalho em cada texto. Cada palavra colocada com uma pinça.
Levei cinco anos pesquisando e escrevendo a Bailarina Fantasma, em várias versões. O resultado foi uma excelente recepção pela crítica e pelo público: de Marisa Lajolo, grande especialista, ao motorista de táxi que comentou sobre o livro sem saber que eu era a autora.

O que tenho a prometer aos leitores é muito honesto: menos livros, mais literatura.

Escrito porSocorro Acioli às 4:20 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Agência Riff

Com muita alegria, comunico aos meus leitores e amigos que agora faço parte do time de autores representados pela Agência Riff para o Brasil e exterior.


A agência - fundada e dirigida pela querida Lúcia Riff - também representa a obra de Ariano Suassuna, Rachel de Queiroz, João Cabral de Melo Neto, Luis Fernando Veríssimo, Lygia Fagundes Telles, Mario Quintana, Adelia Prado e Sylvia Orthof.

Estou em ótima companhia!

Conheça minha página no site da Agência Riff clicando aqui.


Escrito porSocorro Acioli às 9:37 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

CATS e o Rio de Janeiro

As coisas boas da vida são como colares de contas. Os dedos que seguram, delicados, um fio de alegrias, não param de encontrar surpresas. Foi assim desde que vi, na Livraria Cultura de São Paulo, uma linda edição bilingue do livro "Cats", do T. S. Eliot. Trouxe para ler com minha filha. Ficou guardado de maio até setembro, esperando a sua vez na fila dos livros que lemos antes de dormir.

Quando aconteceu, foi um espanto. Um desfile de gatos interessantíssimos, construídos a partir de padrões de comportamento que nós, donas de um gato, conhecemos bem. O Velho Gambá - como Eliot assinava os poemas - nos deixou perplexas e lemos tudo na mesma noite. Procurei videos do musical "Cats", baseado nos poemas de Eliot e assim descobri que a montagem brasileira, como versões do Toquinho em português, estaria em cartaz no Rio. Já tínhamos o plano urgente de visitar uma tia (assunto para outro post) e tudo deu certo.
Tínhamos outros motivos importantíssimos para ir ao Rio: a festa do pijama de uma amiga querida da minha filha, a visita a uma tia em Petrópolis e a assinatura de um contrato muito importante - coisas sobre as quais comentarei depois.
Então, no dia 21 estávamos eu, minha filhota e minha querida amiga Sheila vendo Cats de perto, esse musical alegre e muito emocionante escrito a partir de poemas. Poesias como estopim para um grande espetáculo. Levamos o livro, claro! Que bom reconhecer os poemas na dança e música dos atores. Que bom estar ali, com minha filha de sete anos, apreciando um espetáculo de estonteante qualidade! Acho que ver o espetáculo sem conhecer os poemas deve ser bem diferente. Conheço várias pessoas que não gostaram do musical, certamente por isso.
Passamos a manhã relendo os poemas em voz alta. Foi lindo!
No dia seguinte eu estava com minha tia, tão doente, tão no fim da vida, agarrando-se às últimas contas do seu rosário de alegrias.
Agradeci, a mim mesma, por ter ido ver Cats e depois visitá-la. Lembrei da frase de Fernando Pessoa: "A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta".
A vida, essa de carne, um dia acaba.
Os gatos de Eliot, no entanto, viverão para sempre.

Escrito porSocorro Acioli às 10:31 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Rachel de Queiroz:cem anos

Rachel de Queiroz em uma lição

(Artigo publicado no Jornal O POVO - 17 de novembro de 2010)


"Ninguém é de todo bom, nem de todo mau”, disse Rachel de Queiroz, exatamente com essas palavras, na última entrevista que me concedeu, em agosto de 2002. Foram vários depoimentos entre 1998 e 2002, colhidos para a escrita de sua biografia, publicada em 2003. De tantas conversas, algumas frases em especial calaram em mim. Essa foi uma delas.

Na ocasião conversávamos sobre suas personagens, tema provocado pela pergunta de uma mocinha de pouco mais de 15 anos, de caderno nas mãos, esboçando uma entrevista para um trabalho escolar.


- A Conceição do livro “O Quinze” é a senhora mesmo? – perguntou, com a inocência e alegria dos seus poucos anos.


Rachel respondeu que não, as coisas não funcionam assim na literatura. Explicou que personagens não são espelhos do autor, mas criações artísticas. São feitos de retalhos de lembranças, pedaços dali e de acolá, mas não surgem, nunca, como reflexos perfeitos e absolutos do seu criador. Contou que os bons personagens são como nós, cheios de facetas, máscaras, mistérios, bondades, medos... e conflitos.


Compreendi, então, que parte da maestria de Rachel de Queiroz como escritora estava no domínio da criação de personagens notadamente humanos, tão próximos do que somos de verdade quanto os que moram na casa ao lado, pertíssimo do nosso mundo. Amamos Maria Moura, por exemplo, porque sabemos que sua valentia é filha do medo, conhecemos o seu desejo secreto de amar, sabemos que ela não é forte por inteiro. Fazemos parte, como leitores, de suas horas de fraqueza. Perdoamos os seus erros, porque ela é como nós, dividida, sempre, entre dois caminhos possíveis, de destinos, chapinhando em terreno obscuro.


É parte da condição humana: somos construídos pela matéria da dúvida, moldados pela ambiguidade. Assim também era Rachel de Queiroz. Ateia declarada que vivia sob os olhos de santos e anjos da sua coleção de arte sacra. Apaixonada pelo Ceará, mas que deixou a terra natal na primeira oportunidade, em nome da sua profissão - que ela respeitava acima de tudo. Conversava sobre política com a mesma destreza com que preparava uma panela de doce. Gostava de luta livre e bordados. Amava o burburinho do centro do Rio de Janeiro e o silêncio do açude do sertão. Tudo cabia no mesmo coração.


Talvez a maior lição de Rachel de Queiroz – ainda não compreendida em sua totalidade, certamente – tenha sido ensinar que somos nada mais que um produto de nossas contradições. E que não é justo, muito menos possível, exigir perfeição de seres tão falíveis e, por isso mesmo, encantadores.


“Ninguém é de todo bom, nem de todo mal”, ela disse. A condição humana nos faz assim. Louvados sejam os cem anos de Rachel de Queiroz. Não a louvaríamos hoje com tanto clamor se não houvesse, na sua vida e obra, essa indecifrável e plena humanidade.

Socorro Acioli - Escritora e autora do ensaio biográfico “Rachel de Queiroz” publicado pelas Edições Demócrito Rocha

Escrito porSocorro Acioli às 9:12 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

A Bailarina Fantasma na Folha de S.Paulo

Livro sobre história de bailarina fantasma do Theatro José de Alencar vai virar filme


GABRIELA ROMEU
EDITORA-ASSISTENTE DA FOLHINHA

Divulgação
Imagens do livro "A Bailarina Fantasma", de Socorro Acioli
Fachado do Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE)

Batidas repentinas na porta, vultos para lá e para cá. Foi o que escutou e viu a escritora Socorro Acioli no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), por onde andou diversas vezes antes de escrever a história do livro "A Bailarina Fantasma" (ed. Biruta; R$ 34).

"Um certo dia eu fiquei sozinha no palco principal, com todas as cortinas fechadas, uma escuridão de apavorar. Eu precisava sentir medo. Ouvi batidas de porta, vultos passando, mas não tive um encontro cara a cara com a bailarina. Infelizmente", conta a autora.

Inspirado numa lenda urbana, o romance conta a história da menina fantasma Clara e da menina de carne e osso Anabela, que se encontram um dia no teatro. Enquanto suas trajetórias se cruzam, é contada a história de construção do teatro.

"A Bailarina Fantasma", cuja história é famosa capital cearense, Fortaleza, está sendo adaptado para virar filme, com direção de Glauber Filho ("Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito" e "As Mães de Chico Xavier"). Em fase de pré-produção e escrita de roteiro, a previsão de estreia é 2012.

Abaixo, leia um bate-papo com a escritora, autora de obras como "Tempo de Caju", "Inventário de Segredos" e "O Anjo do Lago".

Confira o book trailer da obra e conheça o blog da autora.

Como foram feitas as pesquisas antes de escrever a obra? Quais histórias que ouviu dos funcionários do teatro e que não foram parar no livro, por exemplo?
Acioli - O primeiro passo foi pesquisar a história oficial do teatro. Depois, passei a entrevistar funcionários, ex-funcionários, artistas e todas as pessoas que tivessem histórias para contar. Ouvi muita coisa e escolhi as melhores para o livro, aproveitei quase tudo.

Divulgação
Imagens do livro "A Bailarina Fantasma", de Socorro Acioli
Palco do teatro cearense, onde há registro de aparição da bailarina

Durante as visitas ao teatro, você passou horas sozinha no porão. Como foi a experiência? Algum rastro da bailarina por lá?
Acioli - Pedi autorização para andar por lá livremente. Um certo dia eu fiquei sozinha no palco principal, com todas as cortinas fechadas, uma escuridão de apavorar. Eu precisava sentir medo. Ouvi batidas de porta, vultos passando, mas não tive um encontro cara a cara com a bailarina. Infelizmente.

Há um emaranhado de dados históricos e ficção no romance. Pode dar algumas pistas para o leitor desvendar esse mistério?
Acioli - A cronologia é toda real: chegada do ferro, inauguração, reforma, tudo está no tempo certo, tudo aconteceu. Os personagens são todos ficcionais. A família MacFarlane não veio para Fortaleza, mas é de fato a empresa que produziu o ferro. Nunca existiu o Gabriel, o piano, nada daquilo. Foi encontrado um baú de madeira sobre o palco durante a reforma, mas não havia diário algum lá dentro. Já os relatos das aparições são todos reais.

Divulgação
Imagens do livro "A Bailarina Fantasma", de Socorro Acioli
Capa do livro sobre a bailarina Clara, de Socorro Acioli

O livro tem arabescos e fotos do teatro, mas nenhuma imagem da bailarina. É importante preservar esse espaço de imaginação dos leitores?
Acioli - Sim, muito importante. A imagem da bailarina está na cabeça de cada pessoa que sabe da sua existência. Para mim ela é como descrevi: muito branca, de cabelos ondulados, soltos, de roupa azul. Para o leitor, será como ele imaginar.

Para quem visitar o Theatro Teatro José de Alencar, em Fortaleza, quais cuidados deve tomar para não encontrar (ou encontrar) Clara?
Acioli - A Clara gosta de todos os lugares do teatro, por isso não há como fugir dela. Mas a pista mais certa é observar onde estão os gatinhos que moram por lá. Eles sempre ficam perto dela.

A obra vai virar filme? Conte um pouco sobre esse projeto.
Acioli - Sim, "A Bailarina Fantasma" vai virar filme, com estreia prevista para 2012. Eu mesma estou escrevendo o roteiro para cinema e acabei de ganhar um prêmio por ele. Ainda estamos negociando uma série de detalhes (o mundo do cinema é bem complicado!), mas logo que eu tenha mais informações passarei para a Folhinha. Só posso dizer que a estória vai mudar um pouco do livro para o filme, um personagem novo será acrescentado na trama e tudo ficará ainda mais divertido... e assustador!

Escrito porSocorro Acioli às 10:17 AM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Carta Fundamental

Mais uma notícia boa: a revista Carta Fundamental (publicação da Carta Capital para professores) publicou o meu conto inédito "Ela tem olhos de céu" na edição do mês de outubro, com bastante destaque.


Há, inclusive, uma orientação para que professores e alunos visitem o meu blog. Gostei muito disso e receberei as visitas com toda alegria.

Em breve esse conto (uma narrativa em versos) será publicado pela Editora Biruta.

Escrito porSocorro Acioli às 10:29 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Boas novidades

Todo dia surgem no mínimo duas novas ideias para escrever nesse blog. Os temas variam de cinema a culinária, da literatura à onda das modelos plus size. E por aí vai. O que falta é o tempo. Ou somos nós que não sabemos mais lidar com ele? Tenho pensado nisso esses dias...


Hoje passei aqui rapidamente para contar duas novidades - um pouco atrasadas - que me deixaram muito feliz:

- A primeira notícia é que ganhei o Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo na Categoria Roteiro com o argumento do filme "A bailarina fantasma". É o primeiro passo oficial de uma vida nova. Com dois cursos internacionais (com García Márquez e Robert McKee) e um prêmio na bagagem, estou perto de me auto-declarar roteirista profissional.

- A segunda notícia é que a Folha de S.Paulo do último sábado, dia 30 de outubro, publicou uma matéria muito legal sobre "A bailarina fantasma", o livro e o filme. Você pode ler clicando aqui
Gostei muito da entrevista e da felicidade dos amigos, torcendo por mim.

Volto em breve, prometo.


Escrito porSocorro Acioli às 1:41 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Música

Estudei violão clássico dos 9 aos 16 anos. Entrei no curso de música da Universidade Estadual e cursei um semestre, mas não pude seguir por questões circunstanciais. Era o ano de 1996 e, desde então, parei de tocar. E isso me faz muita falta.

Além da literatura e do cinema - mais que fontes de prazer, são o meu trabalho, afinal - a música é a expressão artística que mais me emociona. Os meus melhores trabalhos são os que foram escritos com trilha sonora. "A bailarina fantasma", por exemplo, escrevi ouvindo a suíte do ballet "Quebra-Nozes", do Tchaikowski, de forma incansável. Sem a música, era impossível escrever. Ela me ditava o ritmo, as emoções, o tom.
Essa semana fui a dois shows muito significativos para mim. Costumo sair pouco, evito multidões, mas não poderia perder a oportunidade de ver os dois shows gratuitos promovidos pela Universidade Federal do Ceará. Na segunda, vi Teresa Salgueiro, a voz do Madredeus, a voz de Portugal. Na terça ouvi Mayra Andrade, cujo trabalho conheci quando estive em Cabo Verde, ano passado. Falei muito dela na série de posts sobre minha estadia na África, ano passado.
Por causa dos intercâmbios educacionais entre os dois países, Fortaleza está cheia de caboverdianos que não contiveram a emoção ao ver Mayra cantando em crioulo, sua língua natal e isso me emocionou. Pensei muito neste sentido de pátria, de terra e no quanto a música funciona nessa construção de identidade.
Com Teresa Salgueiro a emoção foi um pouco maior porque ela veio marcando uma data importante para mim. No dia 18 de outubro retomei o trabalho com um novo romance cuja temática é portuguesa. Madredeus e Teresa são a minha trilha sonora, uma música para cada capítulo. Não tenho prazo para concluir. O tempo é pouco, continuo cheia de trabalhos de tradução e outros que surgem (felizmente!) de onde menos espero.

Esses dias musicais mexeram muito comigo. Tenho olhado para o violão, com vontade de renovar suas peças de ferro, as tarrachas, trocar o encordoamento e voltar a dedilhar. Voltar ao que sou.



Escrito porSocorro Acioli às 10:48 AM 3 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Batata de briga

Minha filha chegou em casa com as notas das últimas provas, sempre ótimas. Olhei todas as questões, como de costume e vi que em uma delas havia um "erro" hilário. A professora pedia que o aluno indicasse alimentos feitos com determinados ingredientes. No item batata minha filha escreveu o seguinte prato: BATATA DE BRIGA. A professora riscou e escreveu ao lado o que achava que seria a resposta correta: batata frita.
Nada disso.
Aqui em casa não tem batata frita. Tem, sim, batata de briga toda semana. Essa é uma receita da Nigella, muito simples: corte seis a oito batatas com casca e tudo em pedaços iguais, coloque em um refratário com boa quantidade de azeite, jogue dois dentes de alho para cada batata, com casca e tudo, sal à gosto, uma misturadinha e uma hora de forno médio. O resultado são batatas assadas por fora e bem macias por dentro, uma delícia!
Batizamos esse prato de batata de briga porque nunca dá pra quem quer. As últimas são sempre disputadas naquelas brigas felizes de família reunida à mesa.

Isso me fez pensar em muitas coisas. A comida de casa, da mãe, é que constrói a memória afetiva da criança. No futuro ela vai lembrar da batata de briga com nostalgia. Talvez faça em casa, para os seus filhos e explique o motivo do nome. Talvez lembre do cheiro que tomava conta da nossa casa quando a batata estava no forno.

Ora, professora, minha filha está certíssima! Batata frita não tem graça nenhuma.

Escrito porSocorro Acioli às 1:45 PM 5 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

As pedras no caminho da literatura infantil e juvenil

Publicado no Caderno 3 do Diário do Nordeste, de Fortaleza

No ano de 2006, a pesquisadora israelense Zohar Shavit começou uma conferência sobre literatura infantil e juvenil na Universidade do Minho, em Portugal, contando uma anedota:
Dois senhores respeitáveis estavam em uma festa. Apresentados por um amigo em comum, começaram uma conversa trivial:
- E então, qual a sua profissão?
- Sou escritor de literatura infantil.
- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de escrever livrinhos para crianças, meus netos adoram as minhas historinhas. Qualquer dia eu escrevo um, é só arrumar um tempinho.
- E você, qual é a sua profissão?
- Sou neurocirurgião.
- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de abrir cabeças. Qualquer dia eu opero um cérebro, é só arrumar um tempinho.
Neste diálogo, baseado em fatos reais, está contida a maior pedra no caminho da literatura infantil e juvenil: a falsa noção de que não é necessário nenhum conhecimento teórico ou técnico para escrever, ilustrar, editar, selecionar e julgar livros para crianças e jovens. Os critérios de análise e escrita são sempre baseados no gosto pessoal, no senso comum, na função pedagógica e principalmente na noção de utilidade do texto para as crianças. Parece que é fácil. Mas não é bem assim.
O primeiro erro de abordagem está na definição de gênero. Nem todo texto escrito para crianças e jovens pode ser considerado literatura. Existem os livros didáticos, informativos, com a clara função de ensinar um conteúdo – às vezes disfarçados com um pouco de purpurina literária que não convence – mas que não são literatura de forma alguma.
Na teoria literária existe um conceito chamado literariedade, um conjunto de indicações para ajudar a definir o que é ou não literário em um texto. Essas características estão na riqueza e profundidade dos personagens, elaboração de um enredo com conflitos, antagonismos, clímax, ritmo, estrutura, reinvenção de linguagem, novidades e surpresas nas relações entre palavras, verossimilhança, ficcionalidade... Isso para citar apenas alguns dos elementos que são reconhecíveis em um texto literário de qualidade.
Julgar um texto destinado a crianças e jovens, portanto, é uma tarefa tão complexa quanto à crítica de um texto para adultos (sabendo que nem sempre é possível construir fronteira tão rígidas entre os dois). Mas, para o senso comum, parece que não é necessário conhecer nada de teoria ou técnica para fazer esse julgamento.
Na minha vivência como escritora de literatura infantil e juvenil convivo com pais, professores e leitores, colecionando uma série de exemplos desses erros generalizados de análise. Já vi, por exemplo, o caso de textos mal escritos, chatos de ler, longos, detestados pelos alunos, mas empurrados pelos adultos por conter importantes lições sobre um tema qualquer. Os alunos odeiam aquele negócio que chamam de literatura, mas que não passa de uma lição chata e que tenta enganar os leitores entediados.
A culpa não é dos professores, mas de sua formação. A maioria deles passa por cursos de pedagogia onde, no máximo, cursam uma única disciplina dedicada aos livros infantis, tratando-os como um instrumento pedagógico a mais, sempre focando em como “usar” em sala de aula – quase como se usa um jogo, uma massa de modelar, um estojo de lápis de cor.
Falta a educação do sentimento. Falta a leitura em busca da emoção, do sorriso e da lágrima. A literatura, como toda arte, é um caminho para entender melhor a vida.
Sendo assim, por que negar aos jovens o direito à leitura de textos que tratem de temas como a morte, as perdas, os momentos difíceis da vida? Por que privá-los da experiência do encantamento e da emoção? Isso é literatura, essa leitura emocionada, que modifica a vida, que mostra outras formas de vivenciar a própria realidade.
Julgar um livro destinado a crianças e jovens sem conhecimento das características principais de um bom texto literário não chega a ser fatal como abrir um cérebro sem conhecimento de medicina. Mas acarreta o perigo, isso sim, de destruir o potencial leitor de uma criança. Isso multiplicado por dezenas, centenas, milhares, é uma grande catástrofe.

SOCORRO ACIOLI
Especial para o Caderno 3

Escrito porSocorro Acioli às 4:17 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

O sorvete caseiro mais fácil e rápido do mundo

Aqui somos todos loucos por sorvete, mas infelizmente eu e minha filha temos pouca tolerância à lactose. Depois de uma crise dupla de sinusite e outras ites por causa de uma farra de sorvete industrializado, decidi que nessa casa precisamos de uma sorveteira. Fazendo as receitas eu posso controlar os ingredientes, diminuir a lactose e os aditivos químicos e ainda testar muitos sabores.

Pesquisei bastante e encontrei modelos lindos e baratos de sorveteiras nos EUA, da marca Cuisinart. O problema é que o frete e os impostos triplicam o preço, de forma que uma dessas eu só poderei ter quando for aos EUA. A solução que restou foi procurar um modelo para comprar aqui mesmo no Brasil, pesquisando muito. Operação em processo.
Enquanto a máquina não chega, estou pesquisando receitas. Claro que recorri ao meu food blog preferido, o Chucrute com Salsicha, porque a Fezoca é tão fã de sorvete quanto a gente. Foi lá que descobri a receita do sorvete de caseiro mais fácil e rápido do mundo. É assim:

- Pegue quatro bananas (ou mais, ou menos, depende das bocas à espera), descasque, corte em rodelas e coloque em uma travessa no congelador ou freezer até virar pedra.

- Jogue as pedrinhas em um bom processador, aos poucos. Pode acrescentar um pouco de líquido para ajudar a misturar (suco de laranja, extrato de baunilha...) e vá batendo até virar um creme. Está pronto! Pode colocar mais tempo no freezer, para ficar mais firme.

É uma sobremesa maravilhosa para servir com rodelinhas de banana seca, acompanhando uma torta quente, com um pouco de mel ou maple syrup, do jeito que você quiser. Eu até fotografei a minha experiência, mas a foto da Fezoca é tão linda...

Escrito porSocorro Acioli às 5:47 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

A bailarina fantasma - o filme

Larah Nobrega, na filmagem do book trailer



Uma das melhores notícias do ano: meu romance "A bailarina fantasma" será adaptado para o cinema, com direção de Glauber Filho (Oropa, França e Bahia, Bezerra de Menezes, o diário de um espírito, As mães de Chico Xavier). Estamos em fase de pré-produção e escrita de roteiro, que será assinado por mim e pelo Glauber.
Em breve divulgaremos a produtora responsável pela realização do longa. A previsão de estreia é para o ano de 2012 e temos muito trabalho pela frente.
Algumas pessoas estão me procurando para divulgar trabalhos como atores e atrizes. Ainda é cedo para o casting, isso só acontecerá no segundo semestre de 2011. Além disso, essa decisão é dos produtores, que cuidarão da seleção de elenco.

No mais, estou muito feliz. Trabalhar com o Glauber Filho é uma honra e estou certa de que faremos um filme belíssimo, como nossa bailarina e o nosso Theatro José de Alencar merecem.

Escrito porSocorro Acioli às 10:34 AM 5 Barulhinho bom... Links para esta postagem  


Como eu já havia comentado aqui no blog antes, descobri esse ano que a mandioquinha é um dos legumes mais saborosos do reino. Já vi receitas de sopas, cremes, nhoque, purês, mas desde a primeira vez fui logo na versão assada ao forno e me dei bem. Basta cortar a mandioquinha em rodelas, temperar com sal e lemon pepper, azeite e forno médio. Depois fiz uma manteiguinha de alcaparra - um clima belle meunière - para jogar por cima e voilá! Todo mundo adorou.

Esse post culinário foi em atendimento aos pedidos de tanta gente que lamentou a falta de receitinhas por aqui. Eu cozinho todo dia, tenho feito tentativas e criações, algumas já estão fotografadas e eu devo postar em breve.

Escrito porSocorro Acioli às 12:55 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Gran Diccionario



Agosto foi um mês de alegrias, definitivamente.
Nos seus últimos dias, recebi das Edições SM o Gran Diccionario de Autores Latinoamericanos de Literatura Infantil y Juvenil, coordenado por Jaime García Padrino.
A grande felicidade foi saber que meu nome é um dos verbetes do dicionário, junto com mais 84 autores brasileiros: Ana Maria Machado, Caio Riter, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Angela Lago, Lygia Bojunga, Bartolomeu Campos de Queiroz, entre outros nomes de grande importância.

Uma alegria, uma honra e o estímulo para seguir e fazer mais e mais.

Escrito porSocorro Acioli às 8:26 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

É tempo de caju


Agosto chegando ao fim e um livro novo maduro, quase em ponto de colheita. É a segunda edição do "Tempo de Caju", dessa vez pela Editora Positivo com ilustrações do grande Maurício Negro. Uma honra. Hoje ele escreveu sobre o trabalho de ilustrar esse livro lá no blog dele, o Feijão Preto. Tenho um carinho enorme por esse texto e fico feliz por saber que com a Editora Positivo ele ganhará o Brasil. As imagens do Maurício são inacreditáveis. Foi uma felicidade fazer esse livro em parceria com ele e com o cuidadoso trabalho da Jogo de Amarelinha e Editora Positivo. Estou muito contente.

Escrito porSocorro Acioli às 11:52 PM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Dois blogs

Tenho uma lista de sites e blogs que visito diariamente. Ao longo do tempo alguns deixam de ser interessantes, enquanto outros chegam pra ficar. Foi o caso do Blog da Companhia das Letras e da Biblioteca de Raquel, leituras obrigatórias no momento. Os dois tratam de literatura e mercado editorial, temas que me interessam muitíssimo e que fazem parte da minha vida há muito tempo.

Os posts do Luis Schwarcz, por exemplo, me fazem pensar na possibilidade de escrever sobre minhas tímidas experiências nesse mercado antes de ser escritora.
Fui diagramadora, vendedora de livraria e editora. Não fiz nada de relevante nesses períodos da vida. Quando não é o lugar certo para estar, nada de grande acontece. O que tenho, isso sim, são casos engraçadíssimos. Tem o do cliente que cismou que eu era judia e ia para a loja diariamente lendo Mein Kampf, do Hitler. Ou da mulher para quem eu escrevia dedicatórias ardentes de um suposto amante, na tentativa de acordar os ciúmes do marido.
Um tema para o blog, um exercício, um livro novo... quem sabe?

Escrito porSocorro Acioli às 9:31 AM 2 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Imagem Parada



No Ceará, do que mais gosto, são as cidades do interior. Respirei os ares do Cariri de forma muito intensa quando fui professora da Fundação Casa Grande. Os afetos que trago desse tempo ainda ecoam no meu coração e no trabalho com as palavras. Hoje de manhã acordei pensando (muito feliz!) na incrível e surpreendente repercussão do meu "Inventário de Segredos": tanto pelo PNBE como pela opinião empolgada de amigos e desconhecidos.
O Inventário nasceu inspirado nas histórias e pessoas que vi e ouvi no Cariri. O curioso é que enquanto eu relia meu próprio livro e buscava o berço do texto no labirinto da memória, recebo o telefonema do Samuel, um dos meus Meninos da Casa Grande. Ele revelou um segredo: criou um blog de fotografias chamado Imagem Parada. Que surpresa! Que espanto! As imagens do Samuel são inspiradoras. São fotos do Cariri, Alemanha, Brasília, Itália e outros lugares por onde ele tem passado, recortados pelo seu jeito sensível e bem humorado de ver o mundo. É um poeta! É o meu guri!

Escrito porSocorro Acioli às 9:51 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

A quarta-feira de Jonas



Livro novo chegando! É "A quarta -feira de Jonas", um texto infantil escrito a pedido da Fundação Demócrito Rocha em projeto com a Care Brasil. Lançamento em breve! Ilustração de Rafael Limaverde e projeto gráfico de Suzana Paz.

Escrito porSocorro Acioli às 4:29 PM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

PNBE!

Fiquei sabendo ontem que os meus dois livros "A bailarina fantasma" e o "Inventário de Segredos" publicados pela Editora Biruta foram selecionados para o PNBE 2011 - Programa Nacional Biblioteca da Escola. Isso significa que o Governo Federal fará uma compra enorme desses títulos (cerca de 20 mil livros de cada, não sabemos ao certo) para distribuir nas bibliotecas escolares brasileiras.


Saber que esse trabalho feito com tanto esforço e dedicação estará nas mãos de milhares de crianças e jovens do Brasil no ano que vem me deixa radiante!

Estou no Rio, olhando pro mar e já já volto pra casa. Não vejo a hora de comemorar o PNBE com minha família.

Parabéns pra Biruta, pra mim e pro Mateus Rios, super ilustrador do Inventário.


Escrito porSocorro Acioli às 4:14 PM 1 Barulhinho bom... Links para esta postagem  

Sou sempre feliz em Niterói!


Estou em Niterói, fechando um ciclo. Desde novembro do ano passado visitei essa cidade no mínimo uma vez por mês. De março a junho estive aqui quase todas as semanas para assistir as aulas do doutorado. Acabou a primeira fase e vamos para a tese propriamente dita, a encarnação das minhas ideias em papel e tinta. É, sim, uma despedida. E com festa! Estamos em pleno JALLA e nada me deixa mais feliz do que andar entre aguayos e sotaques distintos de castellano, a língua que legenda meus sonhos. Ontem conheci Emilia Gallego, do IBBY de Cuba. Ouvi a palestra incrível da Ana Pizzaro sobre as vozes do Amazonas e Eneida Maria de Souza, sobre Borges. Almocei no bandejão da UFF com meus amigos de jornada. Bati papo com minhas colegas de apartamento (mas ainda teremos a despedida oficial com yakisoba vegetariano do China In Box!). Comi a empanada da Maura. Revi minhas professoras Eurídice e Lívia. Ah, a Lívia! É dela que vem o entusiasmo que espanta a todos que sabem quantas horas de vôo, táxi e travessias marítimas eu tive que enfrentar esse semestre. Cansada e feliz, isso é possível. Fazer um doutorado contando com o apoio, energia e, principalmente, alegria da orientadora é uma grande sorte. Isso eu tenho muito. Vou aproveitar cada minuto desse final de etapa. Depois disso é voltar pra casa e mergulhar na pesquisa. Hasta pronto, Niterói de mi corazón!


Escrito porSocorro Acioli às 10:17 AM 0 Barulhinho bom... Links para esta postagem